O que dar de presente?

Oi!! Seguinte, algumas pessoas me pediram pelo e-mail (hrnmnk@gmail.com) dicas de presentes nesse natal, acho que é o dilema de todo mundo em dezembro, né? Eu acho super difícil escolher presente pra quem eu conheço, imagina então pra quem eu não conheço??? Mas pensei em algumas dicas e acho que elas podem ser úteis pra quem estiver totalmente sem ideias e atrasado porque, né? Falta menos de uma semana!!

As dicas foram bem genéricas, nada muito pessoal… Pra dar pra uma amiga, uma colega, professora, chefe, amigo secreto, aquela tia que só vê algumas vezes por ano… E, se tiver a ver com alguém especial, por que não também? Enfim, espero que ajude um pouco quem ainda está meio perdido nesse natal.

1 – Livros

foto 4

Acho que livros são os reis dos amigos secretos (depois das Havaianas). Aqui em cima coloquei livros que não são indicações específicas minhas, até porque tirando Game Of Thrones (e o da Rowling que tem meu respeito por HP), posso dizer que abomino essas indicações. Peguei em alguns sites a lista dos mais vendidos e estes estão em todas ou quase todas… Independente de ser um deles, acho que vale uma passada na livraria e dar uma olhada em algumas sinopses pra ver se, quem sabe, não acha alguma história que combine com quem você quer presentear.

2 – Havaianas

foto 2

Já que eu falei delas ali, vou citar, né? Havaianas, todo mundo usa! Eu adoro e acho que elas nunca são demais, se você sabe o número que a pessoa calça, é uma ideia boa e sucesso quase garantido. Esse ano já vi vários modelos novos muito bonitos, são fáceis de achar, não dá trabalho na hora de comprar.

3 – Moleskine

foto-2

São um pouco mais carinhos, ficam na faixa dos R$ 100,00, então acho que tem que ser pra quem é um pouco mais próximo e especial. A marca cláááássica dos caderninhos que piram a cabeça dos designers tem lançado linhas especiais com temas maliciosamente escolhidos. Peanuts, Lego, Pequeno Príncipe (❤), Star Wars… Quem não conhece alguém muito fã de algum desses temas? Acho que ninguém! Nas principais livrarias você vão encontrar.

4 – Capa para celular

foto 1

Tenho certeza que todo mundo conhece alguém real ou virtual que venda mil e um tipos diferentes de capinhas de celular! É um presente até que barato e não tem quem não goste de uma roupa nova pro companheiro de todos os dias.

5 – Aromatizadores de ambiente

foto 5

Mães, “chefas”, tias, amigas, vós, colegas… Acho que não tem uma mulher que vá ficar triste se ganhar um cheirinho pra deixar o clima de casa mais gostoso. Seja difusor ou vela,  a dica, já que dar cheiros é um pouco delicado, é optar pelas fragrâncias mais frescas e florais… Nada muito forte! Em lojas de decoração em geral e lojas que vendem roupa de cama geralmente vendem.

6 – Almofadas

foto 3

Essas almofadas divertidas são as coisas mais lindas do mundo! Se dependesse de mim, eu tinha todas e a casa tomada por elas haha na Imaginarium tem várias, aliás, na Imaginarium tem mil dicas de presentes!!! Ainda indico pra vocês duas lojas virtuais com almofadas divertidas e várias outras possibilidades de presente: a Desing Mannia e a  House Mania (alô você que está pensando em lançar um site pra vender decorações, esqueça a palavra mania!)

Ufa! Esse post me deu trabalho! hahaha deixando claro que nessa época o que importa é lembrar das pessoas, não importa se o presente é um cartão ou um carrão, o que importa é o carinho com que se dá. O valor das coisas não está no preço. Ainda tem mil opções.. Camisetas, porta-retrato (com foto) pra alguém que tá longe, perfume (se conhece bem o gosto da pessoa). Se não tiver muita intimidade, muitas lojas de roupas e livrarias tem vale-presente, é impessoal, mas em alguns casos cabe dar.

Espero ter ajudado de alguma forma.

Beijos e não exagerem no cartão de crédito, a conta uma hora chega! hehe

Playlist #01 – Christmas

Depois de quase desistir, meu namorado resolveu me salvar e conseguiu fazer o player aparecer aqui e então vou começar outra tag aqui no blog!

Músicas! Sem uma frequência pré-estabelecida, vou postar aqui playlists de músicas que eu gosto, ouço e recomendo. As playlists podem ter tema específico ou não (se quiserem sugerir algo, fiquem à vontade).

foto

No fim de semana montei o pinheirinho de natal aqui em casa e uma tradição que herdei da minha família é montá-lo ao som de músicas natalinas, então vou começar essa nova tag aqui com o tema da minha época preferida do ano, espero que vocês gostem 🙂

Beijo!!

Sobre mudar…

Pra variar, a inspiração vem de uma foto postada no Instagram. Depois de uma amiga comentar que já havia mudado sete vezes, eu fiz a conta e me deparei com o número 11. Nessa semana estou passando pela minha décima terceira mudança de casa e, então, a Letícia sugeriu o post sobre o assunto. E por que não?

 

Eu, que sou filha de uma gaúcha e um cearense que começaram a vida como casal em Brasília, pareço já ter nascido pra mudar e com o traço já no DNA.

Sou totalmente a favor das mudanças e isso fez parte da minha criação, da minha evolução, da minha formação como pessoa. Não, eu não sou filha de militar, meu pai é empresário, sempre foi. Minha mãe não trabalha fora de casa. As mudanças nunca foram por “motivo maior”, ainda que eu acredite que não há motivo maior que a própria vontade.

Eu, que sou de Porto Alegre, comecei a vida de mudanças aos dois anos de idade quando fui morar em Natal (RN). A mudança seguinte foi depois de um ano e de volta ao RS. Aos 8 anos eu pousava em Fortaleza (CE), onde mudei quatro vezes de apartamento, onde morei 9 anos e onde aprendi muito sobre a vida e sobre respeito, sobre ser humano, onde eu formei meu caráter e onde eu finquei minhas raízes, meu coração é nordestino. Aos 16, voltei ao Sul, mas não desci tudo, paramos em Balneário Camboriú (SC). Longe da cidade grande, perto da praia, de volta ao frio. Em terras catarinenses foram quatro apartamentos, oito anos e também muitos aprendizados. Este ano, aos 24 anos, há exatos dois meses e vinte e seis dias, fiz a mudança mais difícil da minha vida e aterrizei em São Paulo.

Por causa das minhas muitas mudanças de cidade, de prédio, de escolas, eu virei uma expert em despedidas. Eu desenvolvi uma dificuldade muito grande (e triste) de criar laços, talvez por achar, no inconsciente, que os laços seriam desatados em breve. Por isso eu tenho poucos amigos, mas em compensação, eu tenho um elo com a minha família que é uma rocha, é um laço de mil voltas e selado com super-bonder. E é exatamente por isso que esta última despedida foi a mais difícil da minha vida.

Eu deixei pra trás o quarto arrumado, a roupa lavada, a comida feita, as contas pagas. Eu deixei a 600km todo o conforto, todos os mimos, as mordomias. Eu saí da zona de conforto e sair da zona de conforto, meu amigo, é a coisa mais complicada de se fazer. No entanto, depois que se faz, é encantador. É um mundo todo novo pedindo pra ser descoberto. Eu troquei a calmaria da cidade litorânea pelo caos de São Paulo. Troquei o caminho de 15 minutos do trabalho por um de uma hora e meia. Eu troquei os dias fazendo nada por dias de faxina. Eu troquei a praia e a brisa por poluição e buzinas. Há quem me ache louca, mas eu queria mudar, eu precisava mudar, eu precisava mexer a minha vida, eu precisava saber que eu conseguia cortar o cordão umbilical depois de 24 anos, eu precisa ir pra frente, eu precisava de algo maior.

A saudade não passa e já estou conformada de que ela nunca vai passar. Eu sinto falta todos os dias das conversas com a minha mãe, dos conselhos do meu pai, do carinho da minha cachorra e da companhia da minha irmã. Aqui em São Paulo, eu contei (e conto) com uma pessoa linda, maravilhosa e muito especial que abriu os braços (o coração, a vida e a casa) pra mim, que topou encarar a vida do meu lado, que resolveu trocar o singular pelo plural e me fez criar um laço que já tem hoje mais voltas que qualquer outro laço já feito com qualquer pessoa que não tivesse meu sangue. Uma pessoa que me acompanha, que me ajuda, que segura minha mão, que me acompanha, que me cuida e que me faz respirar em meio ao caos e sorrir ao chegar em casa.

O grande problema das pessoas é que, ao pensar em mudar, desistem ao pensar nas coisas que vão perder sem se flagrarem que estão olhando pelo ângulo errado. É pelo lado dos ganhos que se olha e é esse lado das vantagens que faz tudo ser mágico e faz tudo valer a pena.

Esse post era pra ser imparcial e apenas a favor das mudanças e acabou virando uma mini auto-biografia, mas o recado é esse. Mude, se deu vontade, mude. Se estiver ruim, mude. Se estiver cansado, mude. Mude sempre. E pra quem tem o medo que eu tive (e enfrentei) de sair da casa dos pais, saiba que nada muda. Que o porto seguro nunca desaba, que sua casa sempre será sua casa, que você sempre terá lugar pra voltar e eu arrisco dizer que minha relação com meu pai, ao menos, está mais próxima desde que me mudei. Hoje eu tenho duas casas e pessoas nas duas que eu amo e que eu sei que também me amam.

Mudar faz crescer, faz evoluir, amadurecer, abrir a mente, quebrar paradigmas, deixar preconceitos de lado e, principalmente, faz aumentar a auto-confiança. E a mudança, caso não der certo, ela não é irreversível, nunca é, nada é. Ficou ruim de novo? Muda de novo. E muda logo, não espere a hora perfeita, a cidade perfeita, o emprego perfeito, o salário perfeito, nada disso existe. A única coisa que você precisa pra mudar, é querer mudar.

E lembre-se: você não é uma árvore.