O que ficou de Robin Williams

11 de agosto de 2014, o dia em que boa parte das pessoas ao redor do mundo inteiro ficaram, no mínimo, chateadas. Robin Williams foi encontrado morto em seu apartamento com um cinto em volta do pescoço, o que fez com que a morte rapidamente fosse noticiada como suicídio. Logo ele que fez tanta gente sorrir com seus tantos personagens! Robin tinha 63 anos e um histórico de uso de drogas, álcool, reabilitações e estava em um quadro grave de depressão… É triste demais pensar que a pessoa que era referência de sorrisos pra MUITAS pessoas foi capaz de tirar a própria vida. A gente não sabe nada sobre ninguém, a gente julga demais, imagina aos montes e sabe nada de verdade.

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Pra não passar em branco, resolvi deixar aqui algumas dicas de filmes dele que valem a pena ver pra que ele fique lembrado pela qualidade dos seus personagens e pelo dom da representação e um pouco da minha “história” com seus filmes. O filme com Robin que mais assisti na vida foi Mrs. Doubtfire (Uma Babá Quase Perfeita) de 1993, assisti incontáveis vezes e gargalhei em todas, a infância é aquela época em que a gente não consegue fazer nada legal uma vez só, infância é repetição e esse filme foi mais que repetido me fazendo muito feliz todas as vezes.

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Outro filme que marcou minha infância foi Jumanji de 1995:

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Em 1997, ele foi Mel (o fora de foco) em um filme que viria a ser, anos mais tarde, um dos meus filmes preferidos do meu diretor preferido: Deconstructing Harry do Woody Allen

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Em o Gênio Indomável, também de 1997, ele é Sean, o analista do gênio em matemática interpretado por Matt Damon. Esse filme vale a pena, rendeu Oscar ao Robin e levou melhor roteiro também. Um dos melhores papéis dele, sem dúvida!

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Patch Adams – o amor é contagioso, 1998: seu personagem foi internado em um clínica psiquiátrica depois de tentar suicídio e descobre que pode ajudar muitas pessoas com o bom humor, mais tarde entra pra faculdade de medicina e quer ajudar seus pacientes com um remédio básico em todos os tratamentos: a alegria!

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No mesmo ano de Patch Adams, ele fez o lindo Amor Além da Vida, filme lindo! E irônico lembrando hoje. Ele e a mulher perderam dois filhos em um acidente, mesmo muito abalados, eles conseguem seguir em frente, mas 4 anos depois ele também sofre um acidente e morre, enquanto ele está tentando entender pra onde foi e aproveitando o paraíso, sua mulher na Terra não aguenta as perdas e acaba se suicidando, mas os suicidas não vão para o mesmo lugar e Chris, personagem de Robin, tenta encontrá-la mesmo sabendo que o encontro pode não sair como o esperado, já que ela não poderia o reconhecer.

tumblr_mfwt69HPvj1rket8to1_500Em 2007, em O Som do Coração, ele interpreta o aproveitador Wizard. Esse filme eu recomendo pra todo mundo, filme lindo sobre o poder da música! ❤

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Robin ainda foi o professor da gosma verde em Flubber e emprestou a voz pro Gênio do Aladdin, para o robô Fender em Robôs, Dr. Know de Inteligência Artificial e pro pinguim Ramon em Happy Feet, além de ter interpretado o professor nada convencional John Keating em Sociedade dos Poetas Mortos em 1989, um dos primeiros personagens marcantes de Robin Williams.

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5.0.2Temos muitos motivos pra lembrar pra sempre de Robin Williams, marcou várias gerações e será lembrado por várias outras.

Vá em paz ❤

 

 

 

 

Cores de Frida Kahlo

Julho é o mês da Frida Kahlo, nascimento dia 06 e morte dia 13. Pra não passar em branco, vou contar um pouco da história aqui reproduzindo a série de posts sobre a Frida que a loja FRIDA la tienda fez no Instagram entre os dias 06 e 13. Só vou adicionar mais fotos porque Frida sem as cores dela fica muito injusto.

Em 6 de Julho do ano de 1907 nascia em Coyoacan, no México, Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon – Frida Kahlo. 107 anos após seu nascimento, sua figura continua inspirando admiradores pelo mundo. E se perguntar o motivo de tamanha admiração, as respostas serão variadas. Sua história de vida, o amor, o sofrimento, a luta política, seu talento como artista plástica, sua postura como mulher, o patriotismo… Uma lista extensa e intensa.

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Aos seis anos de idade, Frida Kahlo contraiu poliomielite e ficou um longo período de cama. Recuperou-se, mas sua perna direita ficou mais fina que a esquerda e seu pé atrofiado. Esse episódio dá início ao seu vasto histórico médico. A artista plástica retratava em seus quadros – em sua maior parte auto-retratos – suas dores, perdas e os conflitos emocionais que vivia. Militante comunista, adotou o ano de 1910 – ano da Revolução Mexicana – como ano do seu nascimento.

Frida Kahlo, aos 18 anos, sofre o acidente do qual seu corpo jamais esqueceria. Foi em setembro de 1925 que o ônibus em que Frida e seu noivo Alejandro Arias estavam colidiu com um trem. Frida recebeu todo o baque do acidente. Um ferro atravessou seu abdômen, a coluna vertebral e a pélvis. Ela sofreu múltiplas fraturas, passou por várias cirurgias (acredita-se que por 35) e ficou muito tempo presa à uma cama. Frida se achava o retrato da má sorte: ‘E a sensação nunca mais me deixou, de que meu corpo carrega em si todas as chagas do mundo’. Sua mãe colocou um espelho no topo de sua cama. Foi aí que Frida começou a pintar freneticamente. Frida sempre pintou a si mesma: ‘Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor’.

Falar de Frida Kahlo sem falar do seu amor por Diego Rivera, não é falar de Frida. Rivera, socialista, foi o pintor mexicano mais importante do século 20 e fez parte do movimento muralista, que defendia a arte acessível. Quando se casou com Frida, a família dela comparou a união ao casamento de um elefante com uma pomba – ele era imenso e 21 anos mais velho. Mas os dois formaram o casal de artistas mais original da época. Frida amargou muitas amantes do marido, seu grande amor e reconhecido mulherengo. Mas também viveu romances paralelos com mulheres e homens, o mais famoso com o revolucionário russo León Trotski. Apesar das traições do marido (até com sua irmã Cristina), a maior dor de Frida foi a impossibilidade de ter filhos (embora tenha engravidado mais de uma vez, as seqüelas do acidente a impossibilitaram de levar uma gestação até o final), o que ficou claro em muitos dos seus quadros.

No ano de 1930, Frida parte para os EUA, onde Rivera tinha trabalhos e exposições. O marido, apesar de mulherengo, ajudou Frida a revelar-se como artista. Mais mexicana do que nunca, sua figura chocava a todos. Uma mulher forte e desejada se descobria. Em Detroit, sofre mais um aborto. Nesse período, Frida começou a produzir telas a respeito de sua perda e seus sentimentos. Quando retorna ao México, perde sua mãe, Matilde, vítima de câncer.

Em 1939 Frida Kahlo faz sua primeira exposição individual em Nova York, sucesso de crítica. Em seguida, segue para Paris. Lá entra no mundo da vanguarda artística dos surrealistas. Conhece Pablo Picasso, Wassily Kandinsky, Marcel Duchamp, Paul Éluard e Max Ernst. O museu do Louvre adquire um de seus auto-retratos. Em 1942 começaram a dar aulas de arte em uma escola recém aberta na Cidade do México.

Vogue Cover 1938 Harry ScheihingNos anos seguintes seu estado de saúde piorou, e o colete antes de gesso, foi substituído por um de ferro que dificultava até a sua respiração. Passou por várias cirurgias na coluna que inflama por conta do colete. Mas continua pintando. Os médicos diagnosticam a amputação da perna e ela entra em depressão. Pinta suas últimas obras, como ‘Natureza Morta (Viva a Vida)’. Frida Kahlo sempre quis expor suas obras em seu país de origem. A oportunidade ocorreu 12 dias antes de sua morte. Frida estava proibida pelo médico de sair da cama, como havia feito para participar de uma manifestação. Surpreendeu a todos quando apareceu em sua exposição, carregada em cima de sua cama.

10524698_633370913436693_6822697433430705323_nNa madrugada de 13 de julho de 1954, Frida, com 47 anos, foi encontrada morta em seu leito. Oficialmente, a morte foi causada por ‘embolia pulmonar’, mas há suspeita de suicídio. No diário, deixou as últimas palavras: ‘Espero alegre a minha partida – e espero não retornar nunca mais.’ 60 anos depois de sua morte, Frida não retornou, mas sua figura prevalece até hoje como uma estrela, que mostra seu brilho mesmo depois de ter se extinguido.

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Frida Kahlo pinta sua morte

Deu pra sentir, né? Frida era uma mulher à frente do tempo dela, forte, ousada, linda da sua própria maneira, extremamente talentosa, destemida e apaixonada! Até hoje é adorada no mundo inteiro e uma referência feminina. Aprendi a gostar da Frida com minha mãe que pintou um quadro dela e pendurou na parede da sala, que coleciona livros a seu respeito e até se fantasia de Frida quando entediada. Separei mais algumas fotos e quadros dela pra vocês curtirem um pouco mais do que Frida Kahlo foi – e é.

Pra quem quiser conhecer mais sobre a Frida, sua obra e sua história, existem muitos livros  – sobre sua vida, seu diário, suas fotos, entre outros. Tem também o filme de 2002, muito bem estrelado pela Salma Hayek, que conta na linguagem do cinema um pouco sobre a trajetória de Frida. Pra quem for ao México um dia, tem também La Casa Azul que era a casa onde os pais da Frida moraram e hoje é um museu dedicado a ela! Eeee pra quem mora em Curitiba ou redondeza, não pode perder a mostra ‘Frida Kahlo – As suas fotografias’ no MON – Museu Oscar Niemeyer – começou ontem e fica até o dia 02 de novembro, são 240 fotos do acervo da Frida, imperdível! Pra quem mora em São Paulo, a loja FRIDA la tienda vale a visita, fica na Vila Mariana e é multimarcas, mas toda a decoração é inspirada na Frida e tem uma arara só com uma linha de roupas inspirada na artista, sem contar nas Fridas de decoração que também vende lá!

Pra finalizar um pouco de Frida na minha vida pelo Instagram

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Quem gostou curte aqui ❤

Beijo e bom fim de semana a todos!

★ 09/04/1970 † 06/03/2013

Hoje foi embora desse mundo uma figura importantíssima e polêmica da música brasileira. Não falo aqui pela pessoa e sim pelo músico, 20 anos de carreira como líder do Charlie Brown Jr. Com certeza não tem uma pessoa sequer que não tenha lamentado e que não tenha alguma música dele na lista de preferidas… O rock nacional foi marcado pra sempre pelas suas letras e rimas.

Então fica aqui registrada a homenagem a ele que embalou longos anos da minha infância e adolescência e que vai fazer muita falta no cenário musical brasileiro com um retrato feito pelo César Ovalle e uma playlist com dez dos incontáveis sucessos dele. Que esteja em paz onde for.

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“Vamos viver nossos sonhos, temos tão pouco tempo”