O último do ano.

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Só restam algumas horas de 2012 e eu sempre faço a restrospectiva, penso no que podia ter sido, no que foi, no que deu certo, no que deu errado, penso no ano que passou e em tudo que aconteceu na minha vida. E agora, feito o balanço, eu só consigo olhar pro céu e agradecer. Um ano cheio de realizações pessoais e profissionais. Um ano de fechar alguns ciclos e dar início a outros, um ano de amadurecimento… Só tenho a agradecer por tudo que aconteceu na minha vida, pela saúde que nunca me faltou, pela disposição que, claro, em alguns dias deixou a desejar, mas esteve presente em quase todos os dias do meu 2012. Agradecer pelas pessoas que tenho na minha vida, pelos dias maravilhosos que eu vivi, pela proteção que nunca me faltou também e por essa energia boa que está sempre presente iluminando o meu caminho. Que 2013 seja um ano de mais realizações ainda, mais crescimento, mais alegria, mais dias pra sempre lembrar, um ano que transborde sorrisos e de muita disposição pra ir atrás dos sonhos. Obrigada a todo mundo que de alguma forma torce por mim, que aparece aqui, que fala coisas positivas, que acompanha e joga um pouco de energia boa pra minha vida. Obrigada e um ótimo 2013 pra todo mundo!

Pra encerrar, juntei algumas músicas que acho que cabem pro dia de hoje, então fica aqui também a última playlist do ano!

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E pra finalizar, cito Drummond e desejo pra vocês muito fôlego pra encarar os novos 12 meses e um peito cheio de esperança!

Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, 
a que se deu o nome de ano, 
foi um indivíduo genial. 

Industrializou-se a esperança, 
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar 
e entregar os pontos. 
Aí entra o milagre da renovação 
e tudo começa outra vez, com outro número 
e outra vontade de acreditar 
que daqui para diante, 
vai ser diferente. 

Até ano que vem!

900 é o número.

OK, cada um faz o que quer com o seu dinheiro. OK, essa é uma democracia. OK, ninguém é obrigado a ir em lugar nenhum ou a comprar coisa alguma. OK, cada um no seu quadrado. OK, OK, OK e OK.

Tudo certo, deixando o papo do livre arbítrio de lado, preciso falar. Hoje foi anunciado o valor do ingresso para os 3 dias do festival Lollapalooza, o passe para todos os dias sai a bagatela de R$ 900,00 e a notícia gerou o maior frisson no twitter!

Gente, novecentos reais em três dias de show em um país que tem um salário mínimo de R$ 622,00 é muito difícil de engolir. O post aqui não é pra convencer ninguém de nada, só mesmo pra desabafar, já que os 140 caracteres do twitter não são suficientes.

Acho triste porque é uma grana em que metade dos que vão desembolsar, não trabalha e não tira do próprio bolso, o que dificulta (e muito) a educação financeira do país, uma vez que estes que pegam mil reais dos pais pra ir em um show que nem vão conseguir ver, são os mesmos que amanhã vão estar gastando todo o seu salário em uma bolsa, em um sapato, em nada. Os mesmos que vão abrir crediários pra trocar a geladeira nova por uma mais nova, os que vão pegar empréstimos bancários pra trocar o carro por um 2 anos mais novo. Os mesmos que vão estar presos em uma bola de neve cheia de cifrões e extratos negativos.

Drama? Pode ser. E que seja. O que eu não entendo é a leviandade com que se trata o assunto. Gente, NOVECENTOS REAIS. Novecentos mais o transporte, a alimentação, a roupa da moda nova pra desfilar. Sem falar os milhares que vão vir de fora com hotel, transporte mais caro ainda e tudo o mais. No total, o desembolso é de muito mais de mil reais.

Não tô aqui pra julgar ninguém e concordo que cada um faz o que quiser com o seu dinheiro, mas isso não me impede de achar triste o que cada um quer fazer com o seu dinheiro. Acho tudo super hipócrita porque esses que vão estar fazendo plantão na internet nessa madrugada para garantir seus ingressos, são os mesmos que amanhã vão estar colocando foto de fome na África no Facebook com uma carinha de choro e comentando no twitter como é cruel a condição de vida dos pobres favelados que têm seus barracos incendiados. É a hipocrisia que incomoda.

Quanto às bandas? Realmente muito bem escolhidas, assim como foram as do último, mas a falta de noção foi a grande atração dessa edição.