Quando vi, já era amor.

Quarta-feira, 23h de um dia cheio. Pijama. Toca o telefone, um amigo chamando pra um jantar na casa daquele cara que ele me apresentou horas mais cedo durante um evento. Hesitei, não fico muito confortável indo em casa de pessoas que não conheço direito e do anfitrião eu só sabia o nome, onde trabalhava e que tinha olhos bonitos. Ele insistiu, tirei o pijama, coloquei uma roupa preta qualquer, passei em algum lugar no caminho pra comprar umas cervejas e fui.

 

A casa tava cheia. Cheia de pessoas que eu não conhecia, mas  ok, sempre fui boa em conversar com desconhecidos. Não sei como aconteceu, mas em algum momento eu estava atrás do balcão da cozinha com o dono da casa do meu lado. Ele sempre dava um jeito de encostar em mim, era involuntário, mas eu sabia o que queria dizer. Meus quase 30 anos já me fizeram entender direitinho quando tem alguma tensão  física entre duas pessoas. Era um jantar, eu trabalhava no dia seguinte, mas às 5h ninguém tinha ido embora. Fui a primeira… ele não queria. Eu fui. Dei tchau pra ele por último e foi a despedida mais desajeitada que podia ser, um beijo quase no canto da boca me deixou o recado de que eu o veria de novo em breve.

No outro dia, bêbada de sono, depois de 3 horas de descanso, acordei e ele estava em todos os lugares possíveis. No snapchat, no instagram, no facebook, no whatsapp… Ele tava lá sendo direto e me dizendo com todas as letras que queria ter me beijado, que precisava me ver de novo e que precisava ser naquele dia. Não estava acostumada com tanta objetividade, mas já tava esgotada de joguinho besta que povo solteiro adora fazer. Na noite de quinta-feira, um happy hour com as mesmas pessoas do dia anterior e mais algumas outras. Ele chegou no fim, era meia-noite, a ideia era ir pra casa, mas apareceu uma balada gay daquelas que eu adoro. Eu estava conversando com umas pessoas encostada no balcão enquanto todo mundo se organizava pra ir embora… Ele entrou na roda, ignorou as pessoas e simplesmente veio na minha direção e me deu um beijo. Sem cerimônias, sem explicação e com a segurança de quem tem certeza de que não existia outra possibilidade pra nós dois além de ficarmos juntos. Pelo menos naquela noite…

 

E é verdade, nada parecia fazer mais sentido. Bebemos, cantamos, dançamos, descobri o quão rápido ele dirige. Eu estava solteira, daquele jeito pretendia ficar por muito tempo, mas ele tinha tanta cara de casa, que achei que não faria mal algum ser solteira ao lado dele de vez em quando. Acontece que nunca foi de vez em quando. A gente se viu de novo na sexta em um aniversário de uma amiga dele, no sábado a gente já estava no cinema. No domingo, era domingo de eleições municipais, ficamos sentados na varanda dele por muitas horas. Naquele dia falamos sobre amor, sobre passado, sobre Deus, família, traumas e sobre quem somos. Naquele dia a gente mergulhou, saiu da superfície e eu sabia o risco que a gente estava correndo. E naquele dia eu soube que meu plano de solteirice longeva estava ameaçado. Foda-se, paguei pra ver. E na segunda ele cozinhou pra mim, na terça nos vimos de novo, na quarta ele apareceu na porta da minha casa às 3h da manhã depois de uma festa. De todos os lugares que ele podia ir na madrugada, foi na minha porta que ele bateu. Dei um lado da minha cama, dei água e ele combinava tanto com meu mundo que ter ele ali não me assustou em nada, mesmo que uma semana antes a gente fosse completamente desconhecido um pro outro.

 

Aquela semana virou duas, virou três, virou um mês. A gente se viu todos os dias durante muito tempo. Levei ele no hospital, ele me ajudou a enfrentar uma fase pessoal muito difícil. A gente falava de planos pra meio ano depois, pro ano seguinte. Conheci o pai dele num domingo qualquer sem nenhum aviso, simplesmente estacionou e disse que almoçaríamos com ele. Era pouco tempo, mas eu já tinha desencaixotado as coisas dele que ainda estavam guardadas desde que se mudou. Tiramos o lixo que estava embaixo da escada, fizemos um jardim, plantamos uma horta. Penduramos as cortinas, ele comprou uma cafeteira. Tinha escova minha na casa dele, escova dele na minha. Conheci a mãe dele, ele conheceu a minha. Nossas mães se conheceram… Os dias passaram, ele não me pediu em namoro, mas depois de uma conversa, chegamos à conclusão de que já era namoro e que, pra boa ordem, agora era assim que nos chamaríamos. Eu que nunca chamei nenhum namorado de amor, de repente não conseguia chamar ele de outra coisa.

 

A gente abriu mão do conforto da nossa solteirice pra ser livre junto. Ser livre em companhia. A gente era muito diferente no nosso começo, mas ele me mudou. Eu mudei ele. Na verdade, não mudamos. Ainda somos quem sempre fomos, mas novos lados nossos despertaram. Ele chegou mais perto do que eu sou, eu fui pra mais perto do que ele é e nos encontramos no meio do caminho. Eu escolhi estar com ele porque a gente pode ser o que quiser e tem a tranquilidade em saber que não somos julgados. Por ele valeu a pena me jogar no abismo do amor de novo porque ele nunca me pediu nada que eu não pudesse dar, porque andar de mãos dadas com ele parece a coisa mais certa possível. Ele tem cheiro de casa desde a primeira semana… Por ele eu aprendi a dividir o edredom, com ele eu aprendi a receber ajuda e ele me fez parar de sentir culpa por ser cuidada. Eu tenho paciência com os traumas dele e com o jeito hiperativo de viver. Ele me aceita com todos os meus demônios e me ajuda a lutar contra eles.

Nossa história não é convencional e nós não somos um casal previsível, mas somos duas pessoas felizes que aprenderam que a felicidade pode ser elevada à décima potência quando se divide o caminho com uma pessoa leve e que não pede nada em troca além de companhia. Eu sou muito feliz por não ter me escondido, por ter deixado acontecer, por não ter racionalizado pela primeira vez na vida. Eu poderia ter deixado passar tudo isso que a gente divide hoje por puro receio de abrir mão da minha liberdade. Como diz Carpinejar, liberdade é ter um amor pra se prender… Não sei o que o futuro reserva pra gente, não sei se o que temos é findo ou não. Tudo que sei é que hoje, quase 8 meses depois, ainda vivo como tenho vivido desde o nosso primeiro dia: um dia de cada vez, mas sempre desejando que o dia seguinte tenha o som da risada dele. Amar ele foi uma escolha que eu tomei em um dado momento e eu escolho isso todo dia desde então, eu escolhi ele com todos os defeitos no pacote, não escolhi só o que ele tem de bom pra me oferecer, eu escolhi tudo aquilo que me irrita também. Eu escolhi ser leal a ele, eu dei meu coração, meus ombros e meus ouvidos porque a recompensa é enorme, a recompensa é paz no peito e uma felicidade que me transborda o riso.

Segue lá também: YouTubeInstagram | Facebook | Twitter

Cada pessoa é um mundo.

O que você leu, o que viveu, por quem sofreu, onde morou. As cartas que escreveu, as cartas que não mandou. O choro que chorou, as risadas que deu, os esportes que praticou. Os cortes de cabelo que deram errado, as roupas que comprou, as pessoas que abraçou, as pessoas que beijou, as pessoas que amou. As pessoas que não te amaram, as pessoas que te fizeram sofrer, as pessoas que você fez sofrer. As músicas que ouviu, os filmes que assistiu, as estradas por onde andou. Os chefes que teve, as coleções que fez, as broncas que tomou, as decepções que sentiu. As festas que foi, as festas que deu. Os bolos que tomou. As pancadas que levou, as confusões que passou, a alegria que sentiu, a paz que veio sem avisar, a tormenta que também chegou de súbito. Os porres que tomou, as doenças que teve, as palavras que disse, a religião que seguiu,  as religiões que não seguiu. Aquele lugar que ninguém conhece, mas você sempre vai. A casa que decorou, as roupas de cama em que se enrolou, os colegas de trabalho com quem conviveu, as tatuagens que fez, os arrependimentos que teve, as dúvidas que sempre voltaram. A profissão que escolheu, a profissão que largou. Aquele dia ruim na infância, aquele dia maravilhoso na infância, os animais que teve, as perdas que enfrentou. O seu primeiro amor. E seu segundo amor, e seu terceiro amor… Você é a soma de tudo que consome, tudo que toca, tudo que sente, tudo que te acontece. Você é único no mundo. Inútil tentar se enquadrar em padrões que não são seus porque a verdade é que não existem padrões: somos todos únicos como digitais, somos formados de elementos únicos e nossas experiências é quem fazem de nós quem somos e quem somos é nosso maior trunfo, ninguém é igual a ninguém e isso é motivo suficiente pra que cada pessoa se sinta especial por ser quem é.

Somos fruto de tudo que alimenta nossa alma, mente e corpo! Escolha bem o que e quem você vai deixar entrar na sua vida, isso vai influenciar na pessoa que você é. Cada pessoa é um mundo, como você está cuidando do seu?

Segue lá também: Instagram | Facebook | Twitter

Na última semana…

Sobre o que de bom aconteceu…

O iOS7. De primeira, odiei. Depois de uns dois dias me rendi aos encantos da atualização… Continuo achando que ficou uma cópia do Android, mas pensando bem, que mal tem? Estou achando uma fofura!

ios7-highlights-what-will-apples-new-operating-system-do-you-1379488352-authintmail

O Rock in Rio, o John Mayer, o Rio de Janeiro… Dia 21/09 foi um dia inesquecível pra mim, nem vou me estender porque não tem muito o que explicar. Apenas digo que esse trio foi uma coisa maravilhosa dos meus últimos dias!

rockinrio

Em junho o colunista da folha Antonio Prata publicou isso aqui e emocionou todas as pessoas com algum coração. Nessa semana, a agência de publicidade África transformou o texto em vídeo e o resultado foi emocionante, assim como o vídeo. Impossível não marejar os olhos e não refletir sobre a nossa relação com as fotografias e as recordações…

George Bush pai e sua mulher foram testemunhas de um casamento gay na semana passada, adorei ver que pais e filhos podem ser diferentes nesse nível, já que o Bush filho tentou, em 2004, fazer uma emenda proibindo o casamento homossexual nos Estados Unidos.

1380194564000-AP-Bush-Same-Sex-Wedding-001

A Evernote (que é um aplicativo que eu adoro) e a 3M fecharam um acordo, você começará a ver os Post-Its à venda com o logo da Evernote na embalagem. Agora através da câmera do celular será possível digitalizar as notinhas nas cores azul e amarelo elétricos, rosa neon e verde limão, o aplicativo vai digitalizar e organizar automaticamente ❤

130925102947-evernote-postits-620xaFalando em apps, recentemente conheci dois joguinhos viciantes! O primeiro é o Dots, com uma interface super minimalista, o objetivo é ligar os pontos, porém contra o relógio e usando o raciocínio pra fazer o máximo de pontos, impossível não viciar. O outro é o Dumb Ways to Die que tem um vídeo MUITO FOFO (aqui) de divulgação, o app é igualmente fofo e o objetivo é, também contra o relógio, livrar os monstrinhos da morte por motivos idiotas, garanto que é demais!

dotsswtd_Fotor

Do que achei chato, ah, tem bastante coisa. Tem a mediocridade dos jornalistas em comentar que a Dilma usou na ONU o mesmo vestido que usou no encontro com o Papa (relevância onde?) e também em comentar sobre a legging que a Cristina Kirchner usou em uma inauguração quase informal. Tem também a quantidade de crimes familiares absurdos que estão rolando em São Paulo, me parecem uma epidemia, algo contagioso, horrível. Tem o Obama que mandou malzão, tem o tornado no interior do estado, o incêndio em um terminal no litoral catarinense. Tem A Fazenda que por si só já é péssima, tem também o desagradável Celso de Mello e os tais dos embargos infringentes do mensalão. Tem aquelas coisas de sempre: a incapacidade das pessoas em dar seta no trânsito, tem o trânsito, inclusive. Tem a inveja, a falta de educação, tem a maldade nas pessoas, tem o stress, tem a insônia, tem a conta bancária… Enfim, tem um monte de coisa, mas nada que um iOS, uns jogos, um vídeo, um aplicativo, um show e uma dose grande de fé misturada com otimismo não resolvam.

Espero que vocês todos tenham coisas boas suficientes para cobrir a feiura de certas coisas que não conseguimos remediar.

Beijos! (e curtam lá no Facebook ❤)

Enquanto isso, na copa…

Enquanto sirvo um chá mate pra mim, uma colega comenta:
– Esse chá emagrece muito, uma vez sequei com a dieta do chá mate.
– Jura? Como é essa dieta?
– Você só toma chá mate o dia todo por uma semana.
– Ah…

Sobre minha última semana

Depois de anos na mesma empresa, eu não estava feliz e minhas decisões são movidas pela minha felicidade, sendo assim: pedi demissão e busquei outro emprego. A vida é curta demais pra gente ficar acomodado em situações que nos fazem mal…

 

0bb45c3cfeb5732e2b3a2da07e138a02 312583d845f1eab9ea0c924e2bb19a5a b5dbcb53a6d7fe9f1be68b9f49ea45b8_Fotor d82a5d961881c52eeb3571ef3ffa80dc 49434f4460c7da894f6848db9159fc8f

Tema fotográfico de agosto – Xícaras

Pessoal, tive uma ideia! Uma besteirinha só pra gente interagir mais… Vou lançar um tema por mês pra vocês mandarem fotos, o que acham? Eu anuncio no começo de um mês e divulgo no último dia de cada um as fotos mais legais. Não sei ainda quantas vou selecionar porque depende de quantas participações a gente vai ter… Gostaram da ideia? Se sim, aproveitem o frio de agosto pra fotografarem xícaras e canecas com seus chás, cafés, sopas, chocolates e no fim do mês a gente confere as melhores, combinado?

fotoparticipacaoagosto_FotorÉ só mandar pro e-mail hrnmnk@gmail.com com o assunto “foto agosto”! Já estou esperando ♡

Beijos!