Alguns filmes das últimas semanas.

Nesse tempo longe, tenho assistido a alguns filmes. Resolvi dividir com vocês pro caso de estarem atrás de algo pra ver. Tem vários gêneros aqui embaixo, espero que dê pra vocês aproveitarem algumas das dicas!

– Somos tão jovens: O filme que é pra ser uma biografia do Renato Russo, parece uma coisa super improvisada e sem roteiro. Renato morreu há quase 20 anos, dava tempo de preparar uma coisa melhor… Apesar de alguns fatos distorcidos e algumas deficiências em relatos (constatados porque meu namorado leu o livro que serviu de base pro filme), o ator Thiago Mendonça manda super bem. Eu adoro Legião Urbana e achei o filme fraco, se você já não vai com a cara da banda, nem vale a pena ver.

Somos-Tao-Jovens-Poster-3– Faroeste Caboclo: aíííí são ooooutros 500! Eu adorei!!!! Essa música é e sempre foi muito especial pra mim, decorei os quase 10 minutos dela ainda muito novinha e nunca esqueci. Legião Urbana é, talvez, a única coisa que aprendi com um de meus tios. Ele sempre foi muito fã e eu adorava vê-lo cantando as letras, Faroeste Caboclo sempre foi a que mais me prendia a atenção. Achei a fotografia linda, o roteiro muito bom e adaptação surpreendente. Muita gente não gostou porque existem passagens na música que não são fielmente retratadas no filme, mas acho que faz parte. É uma adaptação e eu, como fã da música, não acho que poderia ser melhor. A Isis Valverde está sensacional no filme!

Faroeste-Cabloco-poster– Entre Segredos e Mentiras (All Good Things): Primeiro motivo pra ser bom é que o protagonista é o Ryan Gosling, independente da beleza física, acho ele um ator sensacional. Não vi nenhum filme com ele que seja ruim! Segundo motivo é que é baseado em uma história real e isso torna qualquer filme mais emocionante. É um drama e tem como base a história real de Robert Durst, acusado de homicídio. O par de Gosling é a fofa da Kirsten Dunst, ele é um milionário e ela é a plebeia da história, eles vivem o romance perfeito longe da fortuna do pais dele, mas logo o passado bate à porta, ela conhece um lado desconhecido do amado e o romance passa a não ser tão perfeito assim. Vale super a pena assistir, eu adorei!

filme-entre-segredos-e-mentiras-poster-oficial– 12 Horas (Gone): Sem muita história, a Jill (Amanda Seyfried) um dia vê que sua irmã foi raptada e cisma que quem fez isso foi a mesma pessoa que a sequestrou anos antes, sem o apoio da polícia que nem acredita que Jill tenha sido mesmo sequestrada, ela desafia todo mundo e vai sozinha atrás de sua irmã e do criminoso. Filme pra ver assim despretensiosamente em um sábado a noite quando não tiver nada melhor pra fazer, não é booooooom, mas também não é ruim… Recomendo sim.

gone– Meu Malvado Favorito 2 (Despicable Me 2): SEM COMENTÁRIOS. O Gru, as filhotas e os minions são as coisas mais queridas do mundo. Quem já se derreteu no primeiro, vai amar o segundo. Depois que o Gru resolveu se aposentar da função de vilão, se dedica a produção de geleias. Porém, um novo vilão sequestra todo seu exército de minions e aplica uma fórmula que os torna maus (e roxos) e ele precisa desfazer essa maldade e recuperar os fofuxos amarelos! Impossível não sair apaixonada do filme e desejando uns minions pra levar pra casa ❤

despicable-me-2-poster1– Amantes Passageiros (Los Amantes Pasajeros): Decepcionante. Confesso que fui ver somente porque é a nova obra do Almodóvar, mas não entendi porque ele voltou ao besteirol do início da carreira. Onde foram parar aqueles melodramas com um humor sutil e inteligente? Se foi! O filme se passa dentro de um avião e gira em torno de questões sexuais da tripulação e dos passageiros. Nenhuma mensagem, humor escrachado e piadas sem graça. É isso, podia ter parado com Abraços Partidos, mas isso é só a minha opinião. Se você acha que um pastelão é assistível só porque é do Almodóvar, vai na fé, caso contrário, guarde seu dinheiro pra outro filme.

Los-Amantes-Pasajeros_poster– Truque de Mestre (Now You See Me): Adorei o elenco! O filme é sobre quatro mágicos com especialidades diferentes que se unem pra roubar um banco com seus poderes, uma história intrigante, tem uma coisa meio Robin Hood que envolve vingança e dor. Diante dos crimes de roubo, o FBI entra em cena pra capturar os mágicos, mas quando a magia está envolvida, isso não vira uma tarefa fácil. Apesar de algumas vezes exagerarem nos efeitos – coisa que eu não curto muuuito – o filme é legal, nada extraordinário, mas foi um dinheiro mais bem gasto do que o que gastei com o Almodóvar. Típica produção Hollywoodiana – que também não é minha preferência – de milhões de dólares, mas não deixa nenhuma sensação de arrependimento. Com Jesse Eisenberg, Mark Ruffalo, Melanie Laurent e Morgan Freeman, a gente não precisa de muita coisa pra ficar satisfeito com o filme, né?

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Beijo pra vocês e uma ótima semana!

 

 

 

 

 

 

O filme da minha vida.

Ano de lançamento: 2003, assistido por mim em 2004. A identificação foi imediata e, desde então, assisti incontáveis vezes e nunca mais um filme me tocou tanto quanto Lost In Translation (pt: Encontros e Desencontros). Um filme de Sofia Coppola, ela que é alvo de grande admiração minha e que toca no íntimo das pessoas. Esse filme rendeu a ela o oscar de melhor roteiro e três globos de ouro.

Eu hoje, ainda bem, não sofro mais com insônia, mas já tive muita e já sofri muito com isso, Charlotte (Scarlett Johansson) também sofria. E essa foi apenas a primeira das identificações.

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Ela está completamente perdida, se formou na faculdade e não sabe o que fazer, não trabalha e tudo o que resta é acompanhar o marido fotógrafo em um trabalho no Japão. Marido esse que não parece ligar muito pra ela e constantemente a deixa falando sozinha. Ela já passou pela fase da fotografia, mas só tirava foto de cavalos e dos seu próprios pés. Os fones de ouvido viraram seus melhores amigos, Charlotte não gosta da maioria das pessoas e está sempre as julgando e se sentindo fora de contexto… Ela é sozinha e não tem a menor ideia do que fazer com a vida dela e enquanto passa a maior parte do tempo sozinha, ela busca algum sentido pra existência… E assim ela virou foto do meu perfil do Orkut durante muuuito tempo.

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Bob, interpretado pelo impecável Bill Murray, é um ator americano na meia-idade, em decadência, entediado, com olhar totalmente perdido e inexpressivo… Tudo o que resta pra ele é fazer comerciais. Está no Japão para gravar um de whisky, muitas vezes liga para sua esposa e é recebido com rispidez do outro lado da linha, o casamento já está fracassado. Está desesperançado, sozinho e quase deprimido. Hospedado no mesmo hotel que Charlotte e com angústias sobre a vida assim como ela, eles se encontram e nasce uma amizade linda!

Já ouvi muitas pessoas dizendo que acharam o filme chato e monótono, mas acho que é preciso assistir no momento certo. Sou suspeita pra falar, porque sou fã da Sofia Coppola e acho que esse filme, que foi o segundo da carreira dela, foi o ápice da sensibilidade dela. É um filme sensível, melancólico e sarcástico ao mesmo tempo. A fotografia é demais, as cores são lavadas e passam uma sensação ainda maior de melancolia… Os diálogos entre Bob e Charlotte são o principal do filme…

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O filme fala do encontro das pessoas consigo mesmas, sobre como a gente espera que as pessoas entendam a gente sem que a gente mesmo consiga se entender antes. Fala sobre vaidade, sobre ocidental x oriental, fala sobre solidão e também sobre cumplicidade. Retrata a busca incessante pela realização pessoal. Ao longo do filme, os dois personagens se aproximam e a cumplicidade chega em seu ponto máximo, ela consegue finalmente ser ouvida por alguém que já está na estrada há muito mais tempo. Uma relação pura que confunde até a eles mesmos, tudo que sabem é que querem ficar perto um do outro. No encontro das duas solidões, eles encontraram a saída.

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tumblr_miy1aeMUdj1rp20fbo1_500É um filme pra ser sentido e qualquer pessoa que se sente ou já se sentiu desajustada nesse mundo, vai se identificar imediatamente, vai querer abraçar a Charlotte e dizer “tamo junto!”. Pra mim, esse filme que completa dez anos esse ano, foi a maior aparição da Scarlett Johansson que é incontestavelmente linda, mas que conseguiu driblar o esteriótipo da mulher bonita  e sexy e vestir a pele uma jovem em conflito consigo mesma. O foco não é a beleza, em momento nenhum ela deixou ela falar mais alto e isso fez com que eu a respeitasse muito como atriz. Assistam e se emocionem! E aos que não gostarem, me desculpem… Mas esse é sim o filme preferido da minha vida há quase uma década.

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A trilha sonora é um espetáculo a parte… Cada música foi escolhida a dedo pra embalar as cenas do filme e o conjunto da obra ficou impecável! Aqui embaixo algumas só pra dar o gostinho…

Beijos e bom filme pra quem for assistir!

Dica de Filme – Like Crazy

Oi!!! Vim falar sobre outro filme! Notei que algumas pessoas acatam as dicas e realmente procuram assistir o que eu indico, então vou tentar fazer com que as dicas sejam mais frequentes.

(A Ingrid Michaelson fazendo cover de Elvis Presley quase mata a pessoa do coração)

Like Crazy é a história do Jacob e da Anna que estudam na mesma universidade e depois de ela tomar a iniciativa, se apaixonaram e viveram um romance daqueles puros, intensos e verdadeiros, com momentos simples, mas carregados de sentimento. O único detalhe é que ela é britânica e em um dado momento, ela é obrigada a retornar ao Reino Unido porque passou as férias de verão em solo americano com seu visto vencido e é aí que o romance dos dois é posto à prova. – Graças à Nossa Senhora dos que namoram à distância, assisti esse filme junto com meu namorado. Se fosse na época em que a gente lidava com a distância, o efeito seria devastador haha

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Ao mesmo tempo que os dois estavam avassaladoramente apaixonados, ambos estavam formados e a vida dela no Reino Unido estava andando com o emprego novo em um jornal e Jacob tinha seu próprio ateliê nos Estados Unidos. O que me encantou nesse filme é o que me encanta em todos os filmes que tenho como preferidos: a realidade. Enquanto a emoção gritava, a razão falava mais alto ainda em em meio à lembranças, choros e ligações, a vida dos dois continuava aos trancos e barrancos.

Eu não sei até que ponto posso continuar a falar da história para não estragar a emoção de quem vai assistir, mas posso dizer que a vida andou, que eles se dedicaram à suas vidas profissionais, que conheceram outras pessoas, tentaram ser felizes. Ainda que o contato nunca tenha acabado e eles sempre, de algum jeito, alimentaram o que sentiam um pelo outro, a sensação que fica, após o novo encontro é que eles já não eram mais os mesmos que se apaixonaram na faculdade e que as coisas têm seu lugar e hora para acontecer e, em muitos casos, validade.

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É um desses filmes de amor que falam sobre amor de verdade, sem cavalo branco, sem gata borralheira, sem abóbora. Amor desses que sofrem, choram e gritam. Amor como tem que ser, cheio de emoções, nunca isento dos problemas, mas com a vontade de resolver todos sempre ligando as duas pessoas.

Acho que vocês já repararam, mas eu não consigo evitar: eu amo filmes melancólicos.

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Super recomendo!

Dica de Filme na Era do Amor Virtual

Oi, gente!

Bom, até dia 02 de fevereiro eu estou de férias e isso significa um monte de coisas boas proporcionadas pela sobra de tempo livre. Nessa semana assisti um filme que estava há um tempão na lista pra assistir e não decepcionou, entrou pra lista dos preferidos e, por isso, resolvi dividir com vocês essa obra dos hermanos que ganhou dois prêmios no Festival de Gramado de 2011.

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O filme argentino Medianeras tem como como cenário a bagunçada Buenos Aires e o roteiro gira em torno de Martin e Mariana, ele um nerd solitário desenvolvedor de sites e que raramente sai da frente do seu computador e ela uma arquiteta que trabalha como vitrinista e que ainda está se acostumando a ser solitária também depois do término de um relacionamento de quatro anos. Ele é fã de Star Wars, o livro da vida dela é Onde Está Wally?.

As medianeras que dão nome ao filme, são aqueles paredões que ficam nos fundos dos prédios que dão de frente para o fundo de outros prédios. Típico das construções antigas de cidades grandes.

Eu interpretei a obra como um filme de amor nada clichê, fala muito sobre a solidão que assola todo mundo nesse mundo cada vez mais individualista e moderno, fala sobre a dificuldade de relacionamento que aflige as pessoas que cada vez mais resolvem tudo pela tela de um computador. Fala sobre medos, sobre depressão, frustração, sobre tristezas e fobias, mas fala sobre esperança, sobre casualidade, sobre identificação… Duas pessoas com vidas distintas e solitárias, um dia deparam-se com a luz entrando por um buraco em suas medianeras que promete um encontro que quase acontece várias vezes ao longo da trama e que pode livrá-los da solidão.

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Com uma trilha sonora agradável, uma fotografia surpreendente e um roteiro impecável com referências à Woody Allen, o filme termina deixando um sorriso no rosto e o conforto em saber que, mesmo que seja apenas um filme, você não está sozinho na sua estranheza. Buenos Aires (que por muitas vezes lembra São Paulo) tem sua bagunça refletida nas pessoas que lá moram e a escuridão das medianeras também paira sobre as pessoas. Uma metáfora entre a cidade grande e o interior obscuro dos solitários, acho que é disso que se trata o filme, encantador!

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Pra quem interessar possa, comprei o DVD na Livraria Cultura por R$ 39,90. Espero que vocês assistam e se encantem assim como eu 🙂

Ruby Sparks – A Namorada Perfeita

Assisti ontem a um filme que eu estava ansiosa para assistir.

Ele, Calvin, um escritor que anos após o sucesso de seu livro de lançamento está sofrendo de um bloqueio criativo e não consegue passar da primeira página – ainda em branco – do seu novo livro. Em um sonho ele encontra uma mulher que serve de ponto de partida para seu novo romance e, Ruby, a tal mulher dos sonhos, aparece cada vez mais frequentemente até que um dia se materializa na cozinha da casa de Calvin. Um misto de fantasia e realidade, onde os dois mundos se confundem e Calvin tenta descobrir se está louco, a medida que não quer que a fantasia acabe.

O filme que é dos mesmos diretores de Little Miss Sunshine – um filme que adoro – e tem como protagonista um ator que também participou do primeiro filme, parecia ser sucesso garantido e teria espaço garantido na minha lista de filmes preferidos assim como o Little Miss Sunshine, mas não foi bem isso que aconteceu. Eu não dormi nem nada, não fiquei pensando no jantar enquanto as cenas passavam, achei bonitinho, engraçadinho, mas não captei muito bem a mensagem, se é que o filme  tem alguma. Ao fim do filme que tem toda uma atmosfera indie que eu confesso adorar, Calvin fala as palavras “Falling in love is an act of magic.” e eu suspeito que essa seja a mensagem do filme, mas não é novidade alguma pra mim.

Das duas uma, ou o filme realmente é café-com-leite ou eu fiquei velha demais pra essas coisas.

Sessão de Terapia

Oi! Eu sempre fui apaixonada por séries e durante toda minha adolescência com mil horas livres, acompanhei dezenas de seriados do começo ao fim. Já faz alguns anos que isso não é mais possível, as responsabilidades vão aumentando e as horas livres ficando cada vez mais raras, mas é isso, são fases da vida e nem só de seriados alguém pode viver.

No entanto, eu queria compartilhar com vocês o único seriado que tenho visto e que estou apaixonada. É o Sessão de Terapia que é exibido pela GNT de segunda à sexta, às 22:30. Não consigo ver todos, mas nos fins de semana eles fazem um intensivão e exibem todos seguidamente. A série se passa dentro do consultório de Psicanálise do Doutor Theo e cada dia da semana é reservado para um paciente (na quinta são dois, Ana e João, terapia de casal) e na sexta o consultório é da Doutora Dora, que tem como paciente o próprio Theo que vive em crise com a sua esposa, suas pacientes e seu próprio eu.

Eu já assisti há uns 2 ou 3 anos a série “In Treatment” da HBO. Tanto o da HBO quanto o da GNT são versões da série israelense Be’Tipul que já teve adaptações em quase dez países, a nossa é dirigida pelo sensacional Selton Mello. A coisa é tão verdadeira e tão intensa que é difícil acreditar que é ficção. As atuações estão impecáveis, as histórias, os dramas, os medos, os desabafos, as angústias, as dúvidas e as interpretações de cada sessão são viciantes.

Assistam! 🙂