Novembro no Cinema

Faz tempo que não apareço aqui pra falar de filmes, né? Bom, como todo mundo sabe, o meu vício em filmes dá uma intensificada no final do ano porque os grandes lançamentos pré-oscar começam a pipocar nos cinemas do mundo todo quase toda semana. No último mês, fui ao cinema algumas vezes e achei justo dividir aqui com vocês 5 dos meus preferidos. Já é quinta-feira, fica a dica pra quem estiver sem programação pro final de semana 🙂

O Mestre dos Gênios (Genius)

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O filme é um biografia de Max Perkins, um dos editores mais renomados da sua época… Descobriu nomes de peso na literatura como Ernest Hemingway e F. Scott Fitzgerald. O filme gira em torno da relação de Perkins e Thomas Wolfe, outro gigante  literário descoberto por ele depois de todas as editoras de NYC o terem recusado.

A trama se desenrola entre as questões pessoais, profissionais e emocionais de Wolfe e Perkins e retrata a realidade que existe por tráss da publicação de um livro. O autor é um gênio das palavras que respeita sua obra mais do que a própria família, no entando é papel do editor podar a criatividade e a obra original, transformando muitas vezes uma obra-prima em mais um livro medíocre. A relação entre os dois acaba ultrapassando a profissional e, de alguma forma, o temperamento explosivo e impulsivo de Wolfe não impede que o conservador Perkins acabe virando um amigo do autor. Há quem tenha achado o ritmo do filme lento (concluí isso pelos roncos que ouvi durante todo o filme no cinema), mas eu achei incrível!

  • Diretor: Michael Grandage
  • Distribuido por: Diamond
  • Com: Jude Law, Colin Firth e Nicole Kidman

Doutor Estranho (Doctor Strange)

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Não sou uma fissurada em filmes de super-heróis e nem leio HQ, mas sempre tô no cinema assistindo os lançamentos da Marvel e da DC. Doutor Estranho foi uma grata surpresa, talvez um dos melhores do gênero que vi ultimamente… O Doutor Stephen Strange é um neurocirurgião muito otário bem-sucedido que vive pra sua profissão, mas tem a vida completamente desorganizada depois que sofre um acidente de carro (homens sofreram quando viram o estado que a Lamborghini ficou).

Os movimentos das mãos do Dr. Strange ficaram comprometidos e, com isso, ficou impossibilitado de retornar à sua profissão. Sua última ficha foi apostada no Nepal, em um centro que o Doutor imaginava ser de reabilitação médica, mas lá é apresentado a um mundo místico que quer destruir a realidade como conhecemos. Em seu treinamento, Dr. Strange desenvolve poderes fortíssimos e descobre uma nova vocação… ele vai se curar e voltar pra sua vida de neurocirurgião ou vai assumir o novo papel de super-herói?

Achei o filme muito dinâmico, o roteiro amarradinho e muitas vezes me lembrou inception. Os efeitos especiais são absurdamente chocantes!!! Acho que deve levar o Oscar na categoria.

  • Diretor: Scott Derrickson
  • Distribuido por: Disney / Buena Vista
  • Com: Benedict Cumberbatch, Rachel McAdams e Chiwetel Ejiofor

A Garota no Trem (The Girl On The Train)

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AMEI!!! Suspense bom daqueles que eu não via há um bom tempo! É uma adaptação do livro com o mesmo nome, não li o livro, então essa é a opinião de quem viu apenas um filme, ok? ok.

Rachel é uma desempregada, divorciada e alcoolatra que vive seus dias dentro de um trem olhando a paisagem, as casa, as pessoas e bebendo enquanto foge da sua realidade deprimente. Em um dado momento, ela se apega à vida de um jovem casal desconhecido e de uma forma obsessiva, desperta interesse na vida social dos dois. Em uma das suas viagens, ela presencia uma cena que termina na morte de uma pessoa e ela acaba completamente envolvida no mistério. O filme faz você ligar os pontos pra tentar descobrir o assassino, mas a cada minuto que passa, a gente vai mudando de opinião e o final acaba sendo surpreendente. Achei muito muito bom mesmo!

  • Diretor: Tate Taylor
  • Distribuido por: Universal
  • Com: Emily Blunt, Rebecca Ferguson, Haley Bennett e Justin Theroux

Snowden (Snowden)

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Esse dispensa muitas explicações. O filme é sobre Edward Snowden que vai de funcionário de confiança da Agência de Segurança dos EUA pra inimigo número 1 da terra do Tio Sam. Snowden foi de patriota inveterado a “traidor” do país após descobrir práticas internas de segurança do governo que violam a liberdade dos cidadãos como indivíduos teoricamente garantida por lei. Snowden revelou práticas de espionagem do governo diretamente a jornalistas que tiveram acesso a cópias de arquivos oficiais. É claro que é um filme americano falando sobre um caso americano dentro de instituições americanas, então a gente coloca aquele filtro “anti-americano-fazendo-americanice” e curte o filme! Gostei bastante também, a gente sai do cinema com aquele leve desgraçamento mental estilo Black Mirror, sabe? Mas vale a ida!

  • Diretor: Oliver Stone
  • Distribuido por: Disney
  • Com: Joseph Gordon-Levitt, Shailene Woodley e Nicolas Cage

Animais Fantásticos e Onde Habitam (Fantastic Beasts and Where to Find Them)

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Ahhhhhh!!!!! ❤ assisti a pré-estreia ontem e ainda tô apaixonada e louca pra ver em 2D. Assisti em 4D, apesar de uma experiência diferente, sempre prefiro o filme no formato tradicional. Bom, pra quem estava órfão de Harry Potter desde 2011, Animais Fantásticos é um abracinho no coração. O filme se passa numa época antes da geração da turma do Harry. Newt é um inglês magizoologista (expulso de Hogwarts) que vai até NYC com sua maleta mágica cheia de animais fantásticos capturados em diversos países do mundo.

Ele vai aos EUA com uma missão, mas acaba passando boa parte do tempo tentando recuperar as criaturinhas que fugiram da mala, causando um caos na cidade. A comunidade mágica dos EUA teme muito mais a exposição ao mundo dos muggles (no-majs, nos EUA) que os ingleses e aí é confusão atrás de confusão, já que ele chega por lá em meio a uma fase tensa entre os bruxos, já que uma criatura misteriosa tem causado terror e pânico pela cidade.

O filme é bem mais maduro que a saga Harry Potter, acredito que pelo fato de a JK (que também é roteirista do filme) entender que a maioria dos fãs de HP já são todos adultos hoje. A obra tem poucas referências à saga anterior, o que é bom pra atrair novos espectadores que não viveram o mundo mágico que começou há quase 15 anos (lançamento de HP e A Pedra Filosofal foi em  23 de novembro de 2001 aqui no Brasil). Um dos destaques é uma mulher negra como presidente da comunidade mágica americana, representatividade é muito amor!!! Tô muito na dúvida se devo ou não seguir falando sobre o filme porque o medo de dar spoiler sobre esssa lindeza tá grande! haha Eddie Redmayne tá demais como o Newt, apenas ASSISTAM!

  • Diretor: David Yates
  • Distribuido por: Warner Bros
  • Com: Eddie Redmayne, Dan Fogler, Colin Farrel, Johnny Depp e Ezra Miller

Tava com saudade de fazer post sobre filmes 🙂 até fevereiro devem rolar alguns outros por causa do Oscar! Se assistirem algum da lista aqui, me contem o que acharam.

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Homem chora sim.

Homem não chora, homem não fala sobre sentimentos, meninos muito apegados às mães ficam delicados demais, homem tem que jogar futebol, homem tem que revidar, homem não leva desaforo pra casa, homem não pode ser afeminado, homem tem que pegar mulher, homem resolve os problemas sozinho, homem tem que ser forte.

Chega.

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O feminismo vem sendo um assunto cada vez mais presente nas discussões (ainda bem, graças a Deus, amém!), mas com todo o perdão aos que são contrários, acho que é inútil, imprudente e irracional excluir os homens da luta. Ainda acho e sempre acharei que homens têm inúmeros privilégios em relação às mulheres e isso é outra coisa que precisa ser equilibrada urgentemente. Mas é preciso também criar nossos meninos de forma diferente, é preciso que pais e mães de meninos desconstruam alguns conceitos dentro de casa. O machismo é uma das muitas consequências da criação que damos aos meninos. Meninos criados com conceitos sexistas, acabam abafando muito os sentimentos e um dia o ódio explode. O sexo masculino é a esmagadora maioria entre viciados em drogas, alcoólatras, assassinos, serial killers, atiradores, gangsters, etc. Até o suicídio é mais comum entre homens… Ter que passar a vida provando que é “macho”, provoca níveis de ansiedade e depressão gravíssimos.

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O documentário “The Mask You Live In” (coloquei o trailer ali embaixo) aborda o tema de uma forma muito humana e sensível. A direção é muito boa e os dados são frutos de estudos sobre a criação de meninos nos EUA, mas o conceito se aplica pro geral. É preciso diminuir o espaço entre homens e mulheres, estudos mostram que há aproximadamente 90% de interseção no funcionamento cerebral, sexo não devia nos separar. Gênero é um conceito construído pela sociedade e nos distancia de uma forma extremamente nociva, nós não somos tão diferentes assim. É preciso criar meninos e meninas como humanos antes de tudo. É preciso criar meninos que possam chorar, que se sintam à vontade para falar sobre seus sentimentos. É preciso que as escolas participem ativamente dessa humanização e desconstrução dos conceitos de gênero. O problema do machismo é cultural e é estrutural, é preciso trabalhar na base.

A hiper-feminilização e a hiper-masculinização nos comerciais, nos personagens de TV, nos brinquedos e em tudo que influencia visualmente as crianças está separando meninos de meninas. Está criando e alimentando conceitos tortos sobre gênero que comprovadamente não procedem. É mais que urgente que a gente se desprenda de teorias CAFONAS e passe a assumir a responsabilidade de tudo que falamos, defendemos, ensinamos.

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As crianças são o futuro e é através delas que vamos conseguir mudar o mundo. Assistam esse documentário (tem na Netflix), é muito esclarecedor. Me emocionei muito ao ver adolescentes escrevendo em um papel a máscara que vestiam pra ir à escola e no verso os reais sentimentos que escondiam atrás da máscara. Precisamos deixar que homens e meninos SINTAM, sem que sejam humilhados por isso ou tenham sua masculinidade ameaçada. Somos todos seres humanos e somos feitos de emoções. Eu ainda acredito que essa pressão pra que o menino cresça afirmando sua masculinidade um dia vai aliviar, mas é preciso que todos tomemos consciência.

 Rosseau defendia que homem nasce bom, mas a sociedade é que o corrompe. E eu também realmente acredito que a natureza humana é boa, não vamos estragar nossas crianças, por favor.

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Blue Valentine

Um filme com Ryan Gosling e Michelle Williams jamais poderia ser ruim. Blue Valentine (no Brasil veio como “Namorados para sempre”) é uma produção de  2010 do diretor Derek Cianfrance. E é parte dos meus filmes preferidos sobre o amor… Eles estão longe de ser contos de fadas, são filmes sobre a vida real, sobre o amor real, sobre sentimentos reais. Eu prefiro falar sobre eles, as comédias românticas americanas e os contos de fadas já têm muitos entusiastas e não precisam de mais marketing.

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O filme transita entre o hoje desgastado relacionamento de Cindy e Dean e o ontem mágico. O casal já tem uma filha e está em uma fase complicada, o desgaste da rotina, a frustração da diferença das visões de mundo. O que era mágico, não é mais. O que era o maior charme do outro, passa a ser o maior alvo de irritação. Ele pintor e ela enfermeira, tentam passar pela crise no relacionamento com pouca tolerância, pouca paciência e muito sofrimento que às vezes se confunde com indiferença. Com uma trilha sonora maravilhosa, atuações impecáveis, ângulos  inusitados e um roteiro envolvente, é inevitável não lembrar de uma experiência pessoal ou de alguém que conhece. Onde vai parar a mágica dos inícios?

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Causa incômodo em quem vê porque ter a verdade esfregada na cara pode ser bem provocador, por isso filmes desse tipo muitas vezes são repudiados pelo público geral. É o “felizes para sempre” que as pessoas querem ver, ainda que saibam que isso é uma ilusão e que relacionamentos perfeitos não existem, mas há uma tendência em usar o cinema para se encher de uma esperança ingênua que se transforma em frustração depois. Pra onde vai o amor quando o desgaste dá as caras? O fim de uma crise pode ser em uma separação, mas pode também ser em um reajuste e uma volta aos trilhos rumo a um relacionamento duradouro e sólido, mas qual foi o fim de Dean e Cindy? Assistam 🙂

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Gosto de Blue Valentine pela naturalidade e veracidade das cenas e momentos. As cenas do início são simples e encantadoras, os momentos de crise são intensos e angustiantes.  Dá uma dorzinha ver duas pessoas que ainda se amam tentando aceitar que não funcionam mais juntos e despertando pra tantos “defeitos” que sempre estiveram lá, mas que nunca incomodaram tanto simplesmente porque o encantamento era muito maior. É difícil sair ileso desse filme porque é muita veracidade, é muita realidade. Dos mais apaixonados aos mais desiludidos: todos vão ficar mexidos com Blue Valentine.

Uma das minhas cenas preferidas <3

Uma das minhas cenas preferidas ❤

 

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She’s beautiful when she’s angry

sbwsa_posterSemana passa assisti um documentário recém-chegado na Netflix: “she’s beautiful when she’s angry” e, apesar do nome infeliz, acho que todo mundo deveria ver. É sobre a história de mulheres que, através de movimentos feministas, reivindicaram direitos iguais entre 1966 e 1971. O que digo sobre o nome ser infeliz, é que realmente acho que é uma temática linda, importante, forte, de luta e desconstrução e as mulheres protagonistas dos movimentos merecem um pouco mais que serem chamadas de lindas quando estão bravas querendo direitos iguais. Posso estar parecendo meio radical, mas nunca vi um filme sobre ativismo protagonizado por homens com o título elogiando a forma física deles enquanto lutavam, mas ok. Vida que segue… Podemos interpretar o título como uma ironia, porque que mulher nunca ouviu que ficar muito fofinha quando tá nervosinha, né? Tudo no diminutivinho mesmo.

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Muito feliz que esse documentário foi feito em tempo de entrevistarem muitas das protagonistas da época, é incrível ver cada uma fazendo um retrospecto daqueles dias em que lutavam pra desmanchar alguns esteriótipos, quando tentavam defender a ideia de que ser do lar deve ser uma opção e não uma imposição. Que ser mãe e esposa deve ser uma escolha e que ser solteira e sem filhos não é motivo de vergonha nem faz uma mulher menos mulher. Foi nessa década que entenderam que há o feminismo, que é um luta dura, mas existem lutas mais duras. É preciso dar atenção específica ao feminismo negro e ao feminismo homossexual.

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Infelizmente depois das sufragistas que décadas antes lutaram pra que a gente pudesse votar e depois dos movimentos da década de 60, ainda há muito a ser feito. Nenhum mudança é permanente, por isso é preciso que não se pare de lutar. Vivemos um momento muito delicado e de muita insegurança, principalmente no Brasil, quando um governo duvidoso está prestes a tomar decisões por nós.

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O feminismo é um tema que que tem sido cada vez mais claro pra mim, me descobri feminista há pouco tempo, me faltava muito entendimento. Proferi alguns comentários que foram frutos da minha ignorância. A informação abre mentes… Por isso queria que todas as mulheres assistissem pra que se juntassem cada vez mais à causa e queria que todos os homens assistissem e que, de uma vez por todas, parem de reduzir nossas lutas à mimimi, vitimismo ou vontade de aparecer. Inclusive, no documentário há uma menção sobre a “marcha das vadias” tão julgada quando acontece aqui em São Paulo… A marcha acontece em mais de 70 cidades do mundo e teve sua origem da fala de um policial que falou a uma mulher estuprada que ela estava vestida como uma vadia.

Conhecimento é tudo, procurem saber…

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Acabei de assistir: Comet <3

Antes de ontem minha irmã falou “assiste Comet, você vai passar mal”. Ela me conhece, assisti e estou aqui escrevendo minutos depois que o filme acabou e tô arrasada! Arrasada não num mau sentido, eu geralmente fico arrasada depois que assisto filmes que me tocam haha sim, essa é só uma das 93842 coisas estranhas sobre mim. Comet entrou pro hall dos meus filmes preferidos sobre o amor, junto com 500 days of summer, com Like Crazy, com Closer e alguns outros… O amor como ele é! Absolutamente imperfeito e frágil. Mais um filme que mostra que amar não basta.

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Eu já amei o filme antes do play ao ver que era com o Justin Long. AMO Justin Long há anos, desde que ele foi o MAC da campanha MAC x PC que rolou entre 2006 e 2009, algumas pessoas são muito novas pra lembrar, então fica aqui o parênteses pra quem se interessar, é uma das minhas campanhas publicitárias favoritas: nesse link tem todos os 66 vídeos da campanha compilados.

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OK, voltando ao filme! Justin Long é o Dell e Emmy Rossum é Kim, eles se conhecem em uma fila pra assistir uma chuva de meteoros. Ele é um pessimista que não acredita no amor e estava sozinho, ela é aparentemente superficial ao escolher homens, apesar de inteligente, acredita no amor e estava acompanhada. O filme inteiro transita indo e voltando em diversos pontos da relação deles em 6 anos. E a trama vai mostrando a realidade, os pequenos detalhes onde comprometemos o amor, a consequência do que fazemos e não fazemos, do que falamos e do que deixamos de falar. O amor é frágil, uma escolha errada pode causar o arrependimento de uma vida. Apaixonada por mais esse filme sobre o amor torto! ❤ o amor real.

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A fotografia é uma delícia, parece um sonho sempre, um eterno flashback. As cores dão vontade de ficar no filme pra sempre e a trilha sonora é daquelas que dá vontade de dar play e sentar num cantinho pra chorar baixinho. Esse filme ainda não foi lançado no Brasil, eu baixei por torrent e assisti sem legenda, acho que ainda não tem legenda em português, mas a internet é rápida e em breve de estar mais fácil de baixar. Quem não fica muito seguro pra ver em inglês, anota esse filme num papelzinho e procura de novo daqui pouco tempo, mas não deixe de assistir! É demais!

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Beijos, espero que gostem! 🙂

Eu e a maratona do Oscar: Parte 1

Meus filmes preferidos provavelmente nunca sequer concorreram a algum Oscar (raras exceções), eu geralmente não gosto dos filmes queridinhos de Hollywood, mas POR ALGUMA razão, eu adoro pegar a lista de indicados e tentar ler o máximo que consigo haha eu gosto de ver a festa, todo mundo fantasiado de pinguim e de sonho de valsa esperando os vencedores, gosto de ver a cara dos atores/diretores e saber exatamente o que levou eles até ali. Louca, eu sei. Esse ano eu comecei bem tarde, mas pra uma pessoa que trabalha durante a maior parte do tempo, até que me surpreendi. Dividi um pouco da saga no meu instagram, mas resolvi fazer um post aqui com um resumão pra quem quiser alguma dica de filme ou simplesmente pra se situar sobre quem está concorrendo.

Enquanto escrevia o post, achei que fosse mais prudente dividir…  Vou fazer uma série de posts com 5 filmes em cada, ok? Achei melhor porque tava ficando grande demais e são muitos filmes, vou continuar mesmo depois da premiação que vai ser no domingo, dia 22.

01. Boyhood

Pontos altos: ter demorado DOZE anos pra ser filmado e acompanhar o crescimento de uma criança desde os 6 até os 18 anos, é uma sensação bem diferente acompanhar o envelhecimento dos personagens de forma natural.A música Hero da banda Family of The Year que descobri numa cena do filme e ó: <3. Outro ponto alto? Ethan Hawke, sou fã!

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OK que tem gente que justamente diz que a não-história é o que dá graça ao filme, o filme não tem história, é simplesmente a vida e os dramas dela, sob o ponto de vista da mãe, do pai, padrasto, irmã e, claro, o menino. Tipo de coisa que eu gosto nos meus filmes preferidos, mas acho fraco pra Oscar, mas ele tem os doze anos a favor dele.

Categorias que está concorrendo? Melhor filme, melhor ator coadjuvante, melhor atriz coadjuvante, melhor diretor, melhor roteiro original, melhor edição

Outros filmes do mesmo diretor (Richard Linklater) que valem a sentada no sofá: Waking Life (filme de ver e rever e ver de novo muitas vezes), Antes do Amanhecer/Antes do Pôr do Sol/ Antes da Meia-noite (trilogia LINDA)

02. Sniper Americano

Pontos altos: a atuação do Bradley Cooper e uma cena específica que dura um tempo considerável e só se vê poeira, achei sensacional. E não posso deixar de falar Da Sienna Miller que está estupidamente maravilhosa morena nesse filme!

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Filme de guerra americano, baseado em uma história real, mas não me pegou… Achei muito Clint Eastwood clichê e não gosto muito do fato de um atirador ser tido como herói por matar 255 pessoas (160 delas oficializadas pelo pentágono) na guerra do Iraque 🙂 mas o filme fala sobre o peso de ser esse herói também.

Pior do filme: um bebê DE PLÁSTICO e a glorificação do soldado americano que zzZzzZzZ.

Categorias que está concorrendo? Melhor filme, melhor ator, melhor roteiro adaptado, melhor edição, melhor edição de som e melhor mixagem de som.

03. Birdman

Pontos altos: o filme quase todo em plano-sequência (sem corte), a fotografia e o Edward Norton.

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O filme serial genial, não fosse o fim (e o cara voar também é super desnecessário). Eu teria terminado alguns minutos antes, não vou ser mais específica pra não ser a spoiler da rodada (mas quem quiser conversar sobre, comenta aqui que eu respondo nos comentários também – quem não viu ainda vai ter opção de ler ou não). O filme é sobre um ator que, no passado, foi o herói Birdman no cinema e um fenômeno na época. Ele não quer mais viver à sombra desse personagem (que continua o atormentando através da sua consciência, digamos que o Birdman é o alter-ego do ator)  e tenta lançar uma peça na broadway e tenta lidar com as redes sociais, as críticas, as inseguranças, as dívidas e a relação conturbada com sua filha por causa da ausência que Birdman causou na criação dela.

Categorias que está concorrendo? Melhor filme, melhor diretor, melhor ator, melhor ator coadjuvante, melhor atriz, coadjuvante, melhor roteiro original, melhor fotografia, melhor edição de som, melhor mixagem de som

Outros filmes do mesmo diretor que valem a sentada no sofá: 21 gramas, Babel e Amores Perros.

04. O Grande Hotel Budapeste

Pontos altos: A FOTOGRAFIA – cada take é uma foto e cada foto é uma foto BOA, a narração e os cenários/figurinos (que ajudam a compor a fotografia impecável). Gosto também do elenco PESADO e todinho coadjuvante haha Bill Murray, Jude Law, Edward Norton, Owen Wilson, entre outros.

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O filme se passa em 1932 e narra a história de um gerente de hotel e um mensageiro iniciante que se tornam amigos e passam por aventuras como o roubo de um quadro valioso e a disputa pela fortuna de uma senhora e como a primeira a guerra transformou o ambiente europeu.

Categorias que está concorrendo? Melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro original, melhor fotografia, melhor edição, melhor design de produção, melhor figurino, melhor maquiagem e cabelo e melhor trilha sonora.

Outros filmes do mesmo diretor (Wes Anderson) que valem a sentada no sofá: Os Tenenbaums e A Vida Marinha com Steve Zissou.

05. A Teoria de Tudo

Pontos Altos: a história ser REAL, a atuação do Eddie Redmayne e as roupas da Felicity Jones haha

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O filme é sobre a história do físico Stephen Hawking que aos 24 anos foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA, uma doença degenerativa que ganhou notoriedade com o desafio do balde de água para arrecadar doações, lembram?). Na época (1966) ele estava no meio do seu doutorado, estava conhecendo Jane e ouviu de um médico que só viveria mais dois anos. É sensacional ver o que a Jane encarou ao lado dele, o que ele contribuiu para a física e a capacidade das pessoas envolvidas na história dele de não se deixarem abalar ou desistir pela situação aparentemente limitadora. Super emocionante, vale muito a pena assistir!

Categorias que está concorrendo? Melhor filme, melhor ator, melhor atriz, melhor roteiro adaptado e melhor trilha sonora

Em breve volto com mais 5! 🙂 Lembrando que eu não sou nenhuma profissional do mercado cinematográfico, escrevo aqui somente minhas impressões pessoais sobre os filmes que vi e a análise, se é que dá pra chamar de análise, é feita unicamente com base no meu olhar espectador que assiste aos filmes por pura diversão. OK? OK.

Para amar a vida: About Time

Quem me acompanha pelo Instagram e/ou pelo Facebook já deve ter visto essa minha indicação, mas pra garantir que indiquei de todas as formas possíveis, vai aqui também: ABOUT TIME. Não tenho nem vontade de fazer sinopse ou contar sobre o enredo principal do filme, só tenho vontade de implorar que assistam. Um filme não necessariamente triste, mas muito emocionante, “transbordante” de amor!
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Ele viaja no tempo, mas o filme não é bobo, o “poder” já tão repetido em tantos filmes de ficção vem em About Time pra nos ensinar sobre o que realmente importa na vida e pra nos inspirar. Já assisti algumas vezes esse filme e sempre terminei com vontade de dizer pra todo mundo que amo o quanto amo, com vontade de viver a vida, de levar as coisas de forma leve, de amar muito e ser feliz em dobro!


Um filme absolutamente inspirador, com a Rachel McAdams (que é uma fofa, maravilhosa) e com o Domhnall Gleeson – ou Bill Weasley para os amantes de Harry Potter. Sem falar no Bill Nighy que amo desde que fez o rockstar fim de carreira em Love Actually (meu filme natalino preferido). Uma história de amor pela vida como ela é, uma história que nos incentiva a amar nossa “vidinha comum” com todos os seus pequenos detalhes – bons ou ruins.

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É um filme pra assistir quietinho, sem telefones por perto, sem hora pra nada, sem pausar. A trilha sonora é IMPECÁVEL – todas as atenções para a cena do metrô ao som de uma versão maravilhosa de How Long Will I Love You que a gente conhece com Ellie Goulding feita por Jon Boden, Sam Sweeney & Ben Coleman.
Assistam, se emocionem e se inspirem!