O Corpo e a Autoestima

Que a pressão pra que a gente se encaixe nos padrões existe e é extremamente nociva, todo mundo já sabe… mas existe um novo tipo de pressão que tem aparecido que é preciso estar muito atento.

Muitas pessoas na internet estão levantando a bandeira da autoestima e isso é lindo, corajoso, válido e extremamente necessário, mas é preciso muito cuidado e muita responsabilidade na hora de nos  posicionarmos, pois transferir a pressão de se encaixar num padrão para a pressão de se amar a todo custo não ajuda em muita coisa. Cada pessoa tem seu tempo e suas questões, não existe um botão onde se aperta e tudo muda!

selflove

ilustração: Malota

Na minha luta por uma autoestima um pouco melhor, eu passei por muitas fases e hoje acho que estou muito melhor do que jamais estive, mas ainda existe um caminho a se percorrer e o exercício é diário, mas existe uma coisa que eu entendi que mudou todo o meu processo. Por muito tempo acreditei que pessoas com autoestima alta eram pessoas que amavam tudo sobre si… amavam o que julgavam feio em si. O feio e o bonito são conceitos muito subjetivos, o que julgo feio em mim pode ser justamente o que alguém vê de bonito em mim, mas aqui é tudo sobre como a gente enxerga a gente mesmo.

Eu via aquelas mulheres super bem resolvidas de repente amando cada aspecto sobre si e me frustrava porque por mais que eu me tratasse com muito amor e respeito, eu continuava não gostando das minhas pernas, meus cabelos brancos, meus pneuzinhos… por que só eu não conseguia amar cada centímetro do meu corpo? E um belo dia eu entendi que eu estava fazendo tudo errado, tentando chegar naquele estágio de autoestima de forma totalmente errada. Eu entendi que não era nada disso!

Pra mim, o segredo é ter total consciência do que não gosto em mim e entender que é muito ingênuo eu achar que todos os meus “defeitos” precisam ser corrigidos. Que crueldade comigo mesma eu achar que eu não podia ter defeitos. Quem sou eu pra não ter defeitos… essa pessoa sequer existe! Por que eu seria a única? E aí eu fui fazendo as pazes comigo e tirando essa pressão das minhas costas. Ainda não acho minhas pernas bonitas e nem várias outras coisas do meu corpo, mas isso é tão natural quanto respirar. Decidi que isso não me define, que são parte de quem sou e que algumas coisas feias não me fazem uma pessoa feia ou pior. Entender isso mudou tudo pra mim! Não tenho mais a ingenuidade de achar que preciso achar tudo lindo.

Somado a isso, abandonei (dentro do possível) a mania de comparação. A gente é bombardeado o tempo todo e em todos os lugares com imagens de corpos perfeitos e diferentes dos nossos e ficamos querer pra gente corpos que já pertencem a outras pessoas, ignorando completamente que cada um de nós é uma combinação genética única e exclusiva no mundo. Nenhuma dieta vai me transformar na Gisele Bündchen e nenhum treino vai me transformar na Sabrina Sato… aqueles corpos são delas e o meu é o meu. Ninguém é igual a ninguém e eu preciso aceitar que preciso tentar transformar meu corpo dentro do possível e da realidade que me foi dada e dentro das minhas limitações. A comparação é o caminho mais curto pra frustração.

O exercício pra que o corpo não seja alvo do nosso ódio é diário. É importante que durante o processo a gente não permita que nossas insatisfações com o corpo não nos impeçam de viver a vida que é tão curta… nunca seremos tão jovens quanto somos hoje! Coloque o biquini, vá à praia, pule na piscina, saia pra dançar quando a acne aparecer, não recuse convites por nenhum quilo a mais. Não deixe de viver, absolutamente ninguém repara nos seus “defeitos” da mesma forma que você, não se cobre tanto.

Estar em paz com o corpo acredito ser a primeira etapa pra que se atinja, de fato, uma autoestima boa… muitas pessoas acreditam que o corpo é o que rege a autoaceitação, mas não se iludam, essa é só uma parte que nem é tão grande assim, mas justamente por essa confusão é que cada vez mais vemos pessoas com ódio de si mesmas. Vou fazer um segundo post falando sobre a autoestima depois da paz com o corpo. Um dia tudo cai, tudo murcha, tudo enruga… e o amor que sentimos por nós mesmos não pode se abalar por isso.

Espero que vocês consigam abrir a mente e entender essas duas coisas:

1. querer não ter “defeito” é querer ser perfeito e isso é muita pretensão de qualquer pessoa.
2. a comparação tem um efeito devastador e é o caminho mais curto pra frustração.

Semana que vem a gente conversa um pouquinho mais sobre isso!

Um beijo,

Hari

esse texto é uma versão escrita do que tentei falar ontem no YouTube. Então tem texto pra quem é de texto e vídeo pra quem é de vídeo .<3

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