She’s beautiful when she’s angry

sbwsa_posterSemana passa assisti um documentário recém-chegado na Netflix: “she’s beautiful when she’s angry” e, apesar do nome infeliz, acho que todo mundo deveria ver. É sobre a história de mulheres que, através de movimentos feministas, reivindicaram direitos iguais entre 1966 e 1971. O que digo sobre o nome ser infeliz, é que realmente acho que é uma temática linda, importante, forte, de luta e desconstrução e as mulheres protagonistas dos movimentos merecem um pouco mais que serem chamadas de lindas quando estão bravas querendo direitos iguais. Posso estar parecendo meio radical, mas nunca vi um filme sobre ativismo protagonizado por homens com o título elogiando a forma física deles enquanto lutavam, mas ok. Vida que segue… Podemos interpretar o título como uma ironia, porque que mulher nunca ouviu que ficar muito fofinha quando tá nervosinha, né? Tudo no diminutivinho mesmo.

SBWSA

Muito feliz que esse documentário foi feito em tempo de entrevistarem muitas das protagonistas da época, é incrível ver cada uma fazendo um retrospecto daqueles dias em que lutavam pra desmanchar alguns esteriótipos, quando tentavam defender a ideia de que ser do lar deve ser uma opção e não uma imposição. Que ser mãe e esposa deve ser uma escolha e que ser solteira e sem filhos não é motivo de vergonha nem faz uma mulher menos mulher. Foi nessa década que entenderam que há o feminismo, que é um luta dura, mas existem lutas mais duras. É preciso dar atenção específica ao feminismo negro e ao feminismo homossexual.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Infelizmente depois das sufragistas que décadas antes lutaram pra que a gente pudesse votar e depois dos movimentos da década de 60, ainda há muito a ser feito. Nenhum mudança é permanente, por isso é preciso que não se pare de lutar. Vivemos um momento muito delicado e de muita insegurança, principalmente no Brasil, quando um governo duvidoso está prestes a tomar decisões por nós.

photo_by_Virginia Blaisdell_Woman SBWSA2

O feminismo é um tema que que tem sido cada vez mais claro pra mim, me descobri feminista há pouco tempo, me faltava muito entendimento. Proferi alguns comentários que foram frutos da minha ignorância. A informação abre mentes… Por isso queria que todas as mulheres assistissem pra que se juntassem cada vez mais à causa e queria que todos os homens assistissem e que, de uma vez por todas, parem de reduzir nossas lutas à mimimi, vitimismo ou vontade de aparecer. Inclusive, no documentário há uma menção sobre a “marcha das vadias” tão julgada quando acontece aqui em São Paulo… A marcha acontece em mais de 70 cidades do mundo e teve sua origem da fala de um policial que falou a uma mulher estuprada que ela estava vestida como uma vadia.

Conhecimento é tudo, procurem saber…

Segue lá também: Instagram | Facebook | Twitter

5 comentários sobre “She’s beautiful when she’s angry

  1. Jessica disse:

    Adorei a sugestão de documentário e adorei o nome!
    Por que até pra lutar pelos nossos direitos temos que ser graciosas? 🙂
    Se alguém mexe comigo na rua e eu respondo ríspida, eles revidam dizendo: “você nem é bonita mesmo”. Ué, eu só era bonita quieta, submissa? É lindo a gente reivindicar o respeito que é nosso por direito. Por isso somos lindas quando estamos bravas também!

  2. Sophie disse:

    Engraçado, Hari, que lembro de você há uns dois anos atrás fazendo diversos comentários conservadores no twitter e afins. Eu tô achando bem legal essa mudança! Como rolou? Foi na internet ou alguma amiga te “apresentou” o feminismo? E também vejo que sua ideologia política também saiu bastante do conservadorismo, né? Como foi essa transição? (conservadorismo = demonizar o pt e lutas sociais).
    Beijos.

    • Hariana disse:

      Oi, Sophie! Tudo bem? É verdade, eu há uns anos atrás era até meio revoltada com o feminismo, mas era ignorância minha mesmo. A aceitação e o engajamento vieram através da informação. Ainda acho alguns posicionamentos de uma linha do feminismo muito radicais e não gosto do radicalismo dentro de nenhum movimento, apesar de entender que são os radicais que fazem o barulho maior pra que sejamos ouvidos. O despertar veio e junto uma vergonha de um dia ter desmerecido um movimento que fez tanto por mim. Eu devo a minha liberdade ao feminismo. Quanto à questão política, eu continuo sendo muito anti-pt, mas nunca demonizei o partido como você falou. A última vez que me posicionei contra eles, foi nas eleições que era onde me cabia opinar, estávamos no meio de um processo de eleição e eu achava que todo voto contra eles contava – apesar de eu ODIAR o Aécio, eu sou a favor de alternar partidos. Esse ano o process de impeachment se estabeleceu e eu achei que colocou nossa democracia em cheque já que era claramente uma conspiração e uma perseguição da oposição e mesmo que eu nunca tenha desejado a reeleição da Dilma, eu reconheço que ela estava lá porque conquistou aquele lugar legitimamente e nunca vou aceitar uma injustiça dessas… Quanto às lutas sociais, nunca me posicionei muito quanto à elas. Só o MST que já teci comentários contra e nada mudou… Ufa! Acho que esclareci tudo hahaha

      Um beijo!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s