Meus jeitos de dizer que te amo.

Eu digo que te amo todo dia quando te beijo o rosto e confiro se a coberta está sobre você antes de ir pro trabalho. Eu digo que te amo todas as vezes que meus pés encostam nos seus durante a noite. Eu digo que te amo quando aceito seus convites antes de saber quais são, quando passo o dia com a sua família, quando coloco seu celular pra carregar sem você pedir. Eu digo que te amo quando coloco “Feeling Good’ pra tocar quando estamos em uma reta na estrada. Digo que te amo quando vou de pijama pro restaurante jantar com você porque você estava com fome e não queria te fazer esperar. Eu digo que te amo quando cozinho, quando sento no chão do quarto do teu lado organizando as coisas com você. Eu digo que te amo quando ouço com atenção você falar sobre seu dia no trabalho. Eu digo que te amo quando te beijo antes de dormir, quando me preocupo com seu estômago e quando te encho um copo de água no meio de uma festa e tá bebendo demais. Eu digo que te amo quando faço questão de conhecer cada amigo seu, cada pessoa da sua família, cada lugar preferido seu. Eu digo que te amo quando trabalho com você, quando ouço você fazer paródias horríveis e quando aceito que sua vida é muito louca. Eu digo que te amo toda vez que pergunto se dormiu bem, quando massageio seus pés e quando assisto futebol do seu lado. Digo que te amo quando te assisto jogar video game, quando digo “eu trouxe” quando você esquece algo em alguma das nossas viagens. Digo que te amo quando compro algo que você gosta do mercado, quando provo seus drinks sem nem saber o que tem dentro. Digo que te amo quando coloco a mão na sua nuca enquanto dirige, quando te dou a mão embaixo da mesa, quando guardo sua carteira e sua chave na minha bolsa pra não perder. Digo que te amo em cada puxão de orelha que te dou, em todas as vezes que divido responsabilidades com você quando sinto que tá sobrecarregado. Digo que te amo quando te mando mensagem no meio do dia pra saber se está bem, quando te acompanho no médico, quando me aninho no seu peito. Digo que te amo cada vez que ando na ponta dos pés pra não te acordar, digo que te amo quando faço planos com você, quando quero colocar a foto da sua viagem preferida na parede. Eu digo que te amo sem falar absolutamente nada muitas vezes por dia. Eu digo que te amo quando a gente está longe em uma festa e se olha só pra dizer que estamos ali um pro outro. Digo que te amo quando te ligo antes de ligar pro seguro quando meu carro pifa no meio da rua. Digo que te amo quando te peço ajuda, quando te confesso meus medos, quando me desarmo pra você. Se um dia, por acaso, bater alguma dúvida… repare bem nas coisas que faço, quase todas elas são meu jeito de te dizer que amor não vai te faltar.

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ilustação: Sara Herranz

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Quando vi, já era amor.

Quarta-feira, 23h de um dia cheio. Pijama. Toca o telefone, um amigo chamando pra um jantar na casa daquele cara que ele me apresentou horas mais cedo durante um evento. Hesitei, não fico muito confortável indo em casa de pessoas que não conheço direito e do anfitrião eu só sabia o nome, onde trabalhava e que tinha olhos bonitos. Ele insistiu, tirei o pijama, coloquei uma roupa preta qualquer, passei em algum lugar no caminho pra comprar umas cervejas e fui.

 

A casa tava cheia. Cheia de pessoas que eu não conhecia, mas  ok, sempre fui boa em conversar com desconhecidos. Não sei como aconteceu, mas em algum momento eu estava atrás do balcão da cozinha com o dono da casa do meu lado. Ele sempre dava um jeito de encostar em mim, era involuntário, mas eu sabia o que queria dizer. Meus quase 30 anos já me fizeram entender direitinho quando tem alguma tensão  física entre duas pessoas. Era um jantar, eu trabalhava no dia seguinte, mas às 5h ninguém tinha ido embora. Fui a primeira… ele não queria. Eu fui. Dei tchau pra ele por último e foi a despedida mais desajeitada que podia ser, um beijo quase no canto da boca me deixou o recado de que eu o veria de novo em breve.

No outro dia, bêbada de sono, depois de 3 horas de descanso, acordei e ele estava em todos os lugares possíveis. No snapchat, no instagram, no facebook, no whatsapp… Ele tava lá sendo direto e me dizendo com todas as letras que queria ter me beijado, que precisava me ver de novo e que precisava ser naquele dia. Não estava acostumada com tanta objetividade, mas já tava esgotada de joguinho besta que povo solteiro adora fazer. Na noite de quinta-feira, um happy hour com as mesmas pessoas do dia anterior e mais algumas outras. Ele chegou no fim, era meia-noite, a ideia era ir pra casa, mas apareceu uma balada gay daquelas que eu adoro. Eu estava conversando com umas pessoas encostada no balcão enquanto todo mundo se organizava pra ir embora… Ele entrou na roda, ignorou as pessoas e simplesmente veio na minha direção e me deu um beijo. Sem cerimônias, sem explicação e com a segurança de quem tem certeza de que não existia outra possibilidade pra nós dois além de ficarmos juntos. Pelo menos naquela noite…

 

E é verdade, nada parecia fazer mais sentido. Bebemos, cantamos, dançamos, descobri o quão rápido ele dirige. Eu estava solteira, daquele jeito pretendia ficar por muito tempo, mas ele tinha tanta cara de casa, que achei que não faria mal algum ser solteira ao lado dele de vez em quando. Acontece que nunca foi de vez em quando. A gente se viu de novo na sexta em um aniversário de uma amiga dele, no sábado a gente já estava no cinema. No domingo, era domingo de eleições municipais, ficamos sentados na varanda dele por muitas horas. Naquele dia falamos sobre amor, sobre passado, sobre Deus, família, traumas e sobre quem somos. Naquele dia a gente mergulhou, saiu da superfície e eu sabia o risco que a gente estava correndo. E naquele dia eu soube que meu plano de solteirice longeva estava ameaçado. Foda-se, paguei pra ver. E na segunda ele cozinhou pra mim, na terça nos vimos de novo, na quarta ele apareceu na porta da minha casa às 3h da manhã depois de uma festa. De todos os lugares que ele podia ir na madrugada, foi na minha porta que ele bateu. Dei um lado da minha cama, dei água e ele combinava tanto com meu mundo que ter ele ali não me assustou em nada, mesmo que uma semana antes a gente fosse completamente desconhecido um pro outro.

 

Aquela semana virou duas, virou três, virou um mês. A gente se viu todos os dias durante muito tempo. Levei ele no hospital, ele me ajudou a enfrentar uma fase pessoal muito difícil. A gente falava de planos pra meio ano depois, pro ano seguinte. Conheci o pai dele num domingo qualquer sem nenhum aviso, simplesmente estacionou e disse que almoçaríamos com ele. Era pouco tempo, mas eu já tinha desencaixotado as coisas dele que ainda estavam guardadas desde que se mudou. Tiramos o lixo que estava embaixo da escada, fizemos um jardim, plantamos uma horta. Penduramos as cortinas, ele comprou uma cafeteira. Tinha escova minha na casa dele, escova dele na minha. Conheci a mãe dele, ele conheceu a minha. Nossas mães se conheceram… Os dias passaram, ele não me pediu em namoro, mas depois de uma conversa, chegamos à conclusão de que já era namoro e que, pra boa ordem, agora era assim que nos chamaríamos. Eu que nunca chamei nenhum namorado de amor, de repente não conseguia chamar ele de outra coisa.

 

A gente abriu mão do conforto da nossa solteirice pra ser livre junto. Ser livre em companhia. A gente era muito diferente no nosso começo, mas ele me mudou. Eu mudei ele. Na verdade, não mudamos. Ainda somos quem sempre fomos, mas novos lados nossos despertaram. Ele chegou mais perto do que eu sou, eu fui pra mais perto do que ele é e nos encontramos no meio do caminho. Eu escolhi estar com ele porque a gente pode ser o que quiser e tem a tranquilidade em saber que não somos julgados. Por ele valeu a pena me jogar no abismo do amor de novo porque ele nunca me pediu nada que eu não pudesse dar, porque andar de mãos dadas com ele parece a coisa mais certa possível. Ele tem cheiro de casa desde a primeira semana… Por ele eu aprendi a dividir o edredom, com ele eu aprendi a receber ajuda e ele me fez parar de sentir culpa por ser cuidada. Eu tenho paciência com os traumas dele e com o jeito hiperativo de viver. Ele me aceita com todos os meus demônios e me ajuda a lutar contra eles.

Nossa história não é convencional e nós não somos um casal previsível, mas somos duas pessoas felizes que aprenderam que a felicidade pode ser elevada à décima potência quando se divide o caminho com uma pessoa leve e que não pede nada em troca além de companhia. Eu sou muito feliz por não ter me escondido, por ter deixado acontecer, por não ter racionalizado pela primeira vez na vida. Eu poderia ter deixado passar tudo isso que a gente divide hoje por puro receio de abrir mão da minha liberdade. Como diz Carpinejar, liberdade é ter um amor pra se prender… Não sei o que o futuro reserva pra gente, não sei se o que temos é findo ou não. Tudo que sei é que hoje, quase 8 meses depois, ainda vivo como tenho vivido desde o nosso primeiro dia: um dia de cada vez, mas sempre desejando que o dia seguinte tenha o som da risada dele. Amar ele foi uma escolha que eu tomei em um dado momento e eu escolho isso todo dia desde então, eu escolhi ele com todos os defeitos no pacote, não escolhi só o que ele tem de bom pra me oferecer, eu escolhi tudo aquilo que me irrita também. Eu escolhi ser leal a ele, eu dei meu coração, meus ombros e meus ouvidos porque a recompensa é enorme, a recompensa é paz no peito e uma felicidade que me transborda o riso.

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Converse. Fale. Dialogue.

Vamos conversar?

Relacionar-se é dialogar. Com a irmã, com o irmão, com o crush, com o namorado, com o marido. Com o pai, com a mãe, com o filho, com o vizinho. Com o amigo, com a vó, com a tia. Com o chefe, com o colega, com o gerente do banco…

Ilustração: Daehyun Kim

Puxa uma cadeira, senta do lado, abre o coração. FALA! Manda uma mensagem perguntando se tem 5 minutinhos e vai falar olhando no olho. Diz o que tá ruim, fala o que entristece, comenta sobre o que te magoou, mas não deixa acumular. Pergunta se tem algo que você tá fazendo que tá causando aquele comportamento no outro. Se ficou desapontado, diga, dê a chance do outro contar o lado dele. Viu algo que não gostou, pede pra não se repetir, fale sobre seus sentimentos. Sentiu o outro estranho? Não deduza, não crie hipóteses, pergunte o que aconteceu… mostre que está disposto a ouvir e a reconhecer seus erros.

É preciso dialogar. A manutenção de qualquer relação é feita na base da conversa, do preto no branco, em pratos limpos. Não adianta guardar, deixar pra depois, relevar… o que não se resolve dentro da gente vira uma tempestade cedo ou tarde. O outro não tem como saber o que você está pensando ou sentindo a não ser que você fale. Não espere do outro que ele seja capaz de adivinhar… E não diga “tá tudo bem” quando o outro pergunta e você sabe que não está.

É conversando que a gente cuida das nossas relações e das pessoas que estão ao nosso redor. A comunicação é a coisa mais básica e a mais importante entre dois corações, entre duas mentes. Quase sempre é nela que mora toda a solução e todo o problema. Eu sei que às vezes requer um esforço enorme, que dá dor de barriga, que dá taquicardia (alô, ansiosos!), mas guardar cria um monstro muito maior. Ensaia no espelho, escreve antes, se te ajudar a organizar os pensamentos, mas não guarde pra si.

Ilustração: Daehyun Kim

Coisas incríveis acontecem quando a gente fala e coisas horríveis deixam de acontecer. Um coração sem se abrir é uma bomba-relógio prestes a explodir a qualquer momento e a machucar quem está por perto.

Fale. Escute. Converse.

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Indicados Oscar 2017

Muita gente pediu pra eu disponibilizar a lista completa de indicados ao Oscar 2017, então vai aqui 🙂 quem vai fazer o intensivo pra ver tudo? Temos até dia 26/02, hein?

Melhor filme

  • La La Land – Cantando Estações
  • Manchester à Beira Mar
  • Até o Último Homem
  • Moonlight
  • A Chegada
  • Lion: Uma Jornada Para Casa
  • Cercas
  • Estrelas Além do Tempo
  • A Qualquer Custo

Melhor diretor

  • Damien Chazelle (La La Land)
  • Kenneth Lonergan (Manchester)
  • Barry Jenkins (Moonlight)
  • Dennis Villeneuve (A Chegada)
  • Mel Gibson (Até o Último Homem)

Melhor atriz

  • Emma Stone (La La Land)
  • Natalie Portman (Jackie)
  • Isabelle Huppert (Elle)
  • Meryl Streep (Florence)
  • Ruth Negga (Loving)

Melhor ator

  • Casey Affleck (Manchester)
  • Ryan Gosling (La La Land)
  • Andrew Garfield (Até o Último Homem)
  • Viggo Mortensen (Capitão Fantástico)
  • Denzel Washington (Cercas)

Melhor atriz coadjuvante

  • Octavia Spencer (Estrelas Além do Tempo)
  • Michelle Williams (Manchester)
  • Naomie Harris (Moonlight)
  • Nicole Kidman (Lion)
  • Viola Davis (Cercas)

Melhor ator coadjuvante

  • Lucas Hedges (Manchester à Beira do Mar)
  • Michael Shannon (Animais Noturnos)
  • Dev Pastel (Lion)
  • Mahershala Ali (Moonlight)
  • Jeff Bridges (A Qualquer Custo)

Melhor roteiro original

  • Manchester à Beira do Mar
  • La La Land
  • The Lobster
  • 20th Century Women
  • A Qualquer Custo

Melhor roteiro adaptado

  • A Chegada
  • Cercas
  • Figuras Ocultas
  • Lion
  • Moonlight

Melhor animação

  • Zootopia: Essa Cidade é o Bicho
  • Moana — Um Mar de Aventuras
  • A Tartaruga Vermelha
  • Kubo e as Cordas Mágicas
  • My Life as a Zucchini

Melhor documentário

  • 13th (Ava Du Vernay)
  • I’m not Your Negro (Raoul Peck)
  • Life Animated
  • Fire at Sea (Gianfranco Rosi)
  • O.J. Made in America (Ezra Edelman)

Melhor curta em documentário

  • Extremis
  • 4.1 Miles
  • Joe’s Violin
  • Watani: My Homeland
  • Os Capacetes Brancos

Melhor filme estrangeiro

  • A Man Called Ove (Suécia)
  • Tana (Austrália)
  • It’s the End of the World (Canadá)
  • Land of Mine (Dinamarca)
  • The Kings Choice (Noruega)

Melhor fotografia

  • A Chegada
  • Silence
  • La La Land
  • Lion
  • Moonlight

Melhores efeitos visuais

  • Doutor Estranho
  • Kubo e as Cordas Mágicas
  • Rogue One: Uma História Star Wars
  • Mogli
  • Até o Último Homem

Melhor trilha original

  • Jackie
  • La La Land
  • Lion
  • Moonlight
  • Passageiros

Melhor maquiagem e cabelos

  • A Man Called Ove
  • Star Trek: Sem Fronteiras
  • Esquadrão Suicida

Melhor canção original

  • Audition (La La Land)
  • Can’t Stop the Feeling (Trolls)
  • City of Stars (La La Land)
  • Empty Chair (Jim: The James Foley Story)
  • How Far I’ll Go (Moana)

Melhor design de figurino

  • Animais Fantásticos
  • Florence: Quem é essa mulher?
  • Jackie
  • La La Land
  • Aliados

    Amor é escolha.

    “Paixão é por acaso, amar é de propósito.” – Fabrício Carpinejar

    É isso, paixão vem com pé na porta, vem quando a gente não espera. Não avisa mesmo, acontece no meio de uma balada ou na fila do mercado, paixão é sempre urgente, não espera, não liga se você quer ou não, ela simplesmente se instala em você. O amor não… Ah, o amor! O amor a gente escolhe mesmo, a gente escolhe amar quando ouve com atenção as histórias do outro. A gente escolhe amar quando passa pela comida que o outro gosta no mercado e resolve levar. A gente escolhe amar quando troca uma balada pra fazer companhia pro outro que pegou um resfriado, a gente escolhe amar quando escolhe cuidar. A gente escolhe amar quando manda uma mensagem de bom dia e uma de boa noite, quando o sexo é tão bom quanto ficar aninhado no peito do outro. A gente decide amar quando quer dividir as músicas preferidas, quando quer rever os filmes preferidos ao lado do outro, quando quer ver os filmes que a pessoa mais gosta. A gente decide amar quando leva pra conhecer os amigos, quando escancara as portas da casa e da vida pro outro entrar e bagunçar como quiser.  A gente escolhe amar quando não quer mais ter razão por pura vaidade porque ser feliz e fazer feliz é mais importante.

    A gente escolhe amar quando não quer dormir sozinho, quando troca a cama espaçosa pelo pé no pé, quando prefere dividir o lençol e acordar olhando pro outro. A gente decide amar quando vai conhecer o pai, a mãe, a irmã, os tios… quando a família do outro passa a fazer parte dos seus dias. A gente decide amar quando abandona os flertes, quando o interesse de uma pessoa vale mais que as investidas de outras 20. A gente escolhe amar quando descobre defeitos e ainda assim não sai do lado, quando programa a mente pra valorizar o que o outro tem de bom. Escolhe amar quem não liga de pegar o trânsito do fim da tarde só pra uma janta improvisada em casa. Escolhe amar quem não dorme sem resolver o problema, escolhe amar quem se alegra com o sorriso do outro, quem comemora o sucesso do outro. Escolhe amar quem deixa pra trás algumas certezas e se abre pro novo.

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    Amar é uma sucessão de decisões, ao contrário da paixão que decide pela gente. Amor a gente constrói aos poucos, todos os dias. Amor é quando duas pessoas escolhem andar lado a lado não por precisarem uma da outra, mas simplesmente porque preferem a vida compartilhada. Amor é cumplicidade, quem ama tem riso frouxo, não se sente só, se diverte até no mercado. Quem ama, escolheu amar e escolheu todos os dias. Amar é decidir diariamente. Paixão vai embora da mesma forma que veio, sem avisar, sem nosso controle… o amor vai embora quando a gente escolhe que ele vá, quando a gente vai abrindo mão aos pouquinhos. E ah! Amor é via de mão dupla. É de propósito, mas só acontece quando a gente dá a sorte de encontrar alguém fazendo as mesmas escolhas que a gente.

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    Digital Influencer? EU????

    Oi, vim aqui só dizer que eu ia fazer um texto, mas aí resolvi fazer um vídeo, mas talvez seja melhor fazer texto, mas só tinha como saber se eu fizesse o vídeo. Então tá aí 🙂 não vou parar de escrever aqui, mas alguns temas vão virar vídeo, entãããão acho que é bem legal da sua parte se você se inscrever no canal!

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    Novembro no Cinema

    Faz tempo que não apareço aqui pra falar de filmes, né? Bom, como todo mundo sabe, o meu vício em filmes dá uma intensificada no final do ano porque os grandes lançamentos pré-oscar começam a pipocar nos cinemas do mundo todo quase toda semana. No último mês, fui ao cinema algumas vezes e achei justo dividir aqui com vocês 5 dos meus preferidos. Já é quinta-feira, fica a dica pra quem estiver sem programação pro final de semana 🙂

    O Mestre dos Gênios (Genius)

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    O filme é um biografia de Max Perkins, um dos editores mais renomados da sua época… Descobriu nomes de peso na literatura como Ernest Hemingway e F. Scott Fitzgerald. O filme gira em torno da relação de Perkins e Thomas Wolfe, outro gigante  literário descoberto por ele depois de todas as editoras de NYC o terem recusado.

    A trama se desenrola entre as questões pessoais, profissionais e emocionais de Wolfe e Perkins e retrata a realidade que existe por tráss da publicação de um livro. O autor é um gênio das palavras que respeita sua obra mais do que a própria família, no entando é papel do editor podar a criatividade e a obra original, transformando muitas vezes uma obra-prima em mais um livro medíocre. A relação entre os dois acaba ultrapassando a profissional e, de alguma forma, o temperamento explosivo e impulsivo de Wolfe não impede que o conservador Perkins acabe virando um amigo do autor. Há quem tenha achado o ritmo do filme lento (concluí isso pelos roncos que ouvi durante todo o filme no cinema), mas eu achei incrível!

    • Diretor: Michael Grandage
    • Distribuido por: Diamond
    • Com: Jude Law, Colin Firth e Nicole Kidman

    Doutor Estranho (Doctor Strange)

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    Não sou uma fissurada em filmes de super-heróis e nem leio HQ, mas sempre tô no cinema assistindo os lançamentos da Marvel e da DC. Doutor Estranho foi uma grata surpresa, talvez um dos melhores do gênero que vi ultimamente… O Doutor Stephen Strange é um neurocirurgião muito otário bem-sucedido que vive pra sua profissão, mas tem a vida completamente desorganizada depois que sofre um acidente de carro (homens sofreram quando viram o estado que a Lamborghini ficou).

    Os movimentos das mãos do Dr. Strange ficaram comprometidos e, com isso, ficou impossibilitado de retornar à sua profissão. Sua última ficha foi apostada no Nepal, em um centro que o Doutor imaginava ser de reabilitação médica, mas lá é apresentado a um mundo místico que quer destruir a realidade como conhecemos. Em seu treinamento, Dr. Strange desenvolve poderes fortíssimos e descobre uma nova vocação… ele vai se curar e voltar pra sua vida de neurocirurgião ou vai assumir o novo papel de super-herói?

    Achei o filme muito dinâmico, o roteiro amarradinho e muitas vezes me lembrou inception. Os efeitos especiais são absurdamente chocantes!!! Acho que deve levar o Oscar na categoria.

    • Diretor: Scott Derrickson
    • Distribuido por: Disney / Buena Vista
    • Com: Benedict Cumberbatch, Rachel McAdams e Chiwetel Ejiofor

    A Garota no Trem (The Girl On The Train)

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    AMEI!!! Suspense bom daqueles que eu não via há um bom tempo! É uma adaptação do livro com o mesmo nome, não li o livro, então essa é a opinião de quem viu apenas um filme, ok? ok.

    Rachel é uma desempregada, divorciada e alcoolatra que vive seus dias dentro de um trem olhando a paisagem, as casa, as pessoas e bebendo enquanto foge da sua realidade deprimente. Em um dado momento, ela se apega à vida de um jovem casal desconhecido e de uma forma obsessiva, desperta interesse na vida social dos dois. Em uma das suas viagens, ela presencia uma cena que termina na morte de uma pessoa e ela acaba completamente envolvida no mistério. O filme faz você ligar os pontos pra tentar descobrir o assassino, mas a cada minuto que passa, a gente vai mudando de opinião e o final acaba sendo surpreendente. Achei muito muito bom mesmo!

    • Diretor: Tate Taylor
    • Distribuido por: Universal
    • Com: Emily Blunt, Rebecca Ferguson, Haley Bennett e Justin Theroux

    Snowden (Snowden)

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    Esse dispensa muitas explicações. O filme é sobre Edward Snowden que vai de funcionário de confiança da Agência de Segurança dos EUA pra inimigo número 1 da terra do Tio Sam. Snowden foi de patriota inveterado a “traidor” do país após descobrir práticas internas de segurança do governo que violam a liberdade dos cidadãos como indivíduos teoricamente garantida por lei. Snowden revelou práticas de espionagem do governo diretamente a jornalistas que tiveram acesso a cópias de arquivos oficiais. É claro que é um filme americano falando sobre um caso americano dentro de instituições americanas, então a gente coloca aquele filtro “anti-americano-fazendo-americanice” e curte o filme! Gostei bastante também, a gente sai do cinema com aquele leve desgraçamento mental estilo Black Mirror, sabe? Mas vale a ida!

    • Diretor: Oliver Stone
    • Distribuido por: Disney
    • Com: Joseph Gordon-Levitt, Shailene Woodley e Nicolas Cage

    Animais Fantásticos e Onde Habitam (Fantastic Beasts and Where to Find Them)

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    Ahhhhhh!!!!! ❤ assisti a pré-estreia ontem e ainda tô apaixonada e louca pra ver em 2D. Assisti em 4D, apesar de uma experiência diferente, sempre prefiro o filme no formato tradicional. Bom, pra quem estava órfão de Harry Potter desde 2011, Animais Fantásticos é um abracinho no coração. O filme se passa numa época antes da geração da turma do Harry. Newt é um inglês magizoologista (expulso de Hogwarts) que vai até NYC com sua maleta mágica cheia de animais fantásticos capturados em diversos países do mundo.

    Ele vai aos EUA com uma missão, mas acaba passando boa parte do tempo tentando recuperar as criaturinhas que fugiram da mala, causando um caos na cidade. A comunidade mágica dos EUA teme muito mais a exposição ao mundo dos muggles (no-majs, nos EUA) que os ingleses e aí é confusão atrás de confusão, já que ele chega por lá em meio a uma fase tensa entre os bruxos, já que uma criatura misteriosa tem causado terror e pânico pela cidade.

    O filme é bem mais maduro que a saga Harry Potter, acredito que pelo fato de a JK (que também é roteirista do filme) entender que a maioria dos fãs de HP já são todos adultos hoje. A obra tem poucas referências à saga anterior, o que é bom pra atrair novos espectadores que não viveram o mundo mágico que começou há quase 15 anos (lançamento de HP e A Pedra Filosofal foi em  23 de novembro de 2001 aqui no Brasil). Um dos destaques é uma mulher negra como presidente da comunidade mágica americana, representatividade é muito amor!!! Tô muito na dúvida se devo ou não seguir falando sobre o filme porque o medo de dar spoiler sobre esssa lindeza tá grande! haha Eddie Redmayne tá demais como o Newt, apenas ASSISTAM!

    • Diretor: David Yates
    • Distribuido por: Warner Bros
    • Com: Eddie Redmayne, Dan Fogler, Colin Farrel, Johnny Depp e Ezra Miller

    Tava com saudade de fazer post sobre filmes 🙂 até fevereiro devem rolar alguns outros por causa do Oscar! Se assistirem algum da lista aqui, me contem o que acharam.

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