Deixa ser 

Desde que a gente dá nosso primeiro choro começa a cobrança incessante pela nossa próxima etapa. Nos primeiros anos, coitados dos nossos pais. Começam a obrigação de dar satisfações e a espera pelo curso na natural da vida vira uma sucessão de cobranças e ansiedades! Ainda não nasceu o primeiro dentinho? Ainda não anda? Já levou ao pediatra pra saber se tá certo? Já falou a primeira palavra? E a escola, quando começa? Quando termina? Já decidiu pra que vai prestar vestibular? Essa faculdade não tá demorando muito não? Quando se forma? Ihhh, demorou pra começar a trabalhar, tá mandando currículo? E os namorados (as)? Vai ficar pra titia (o)? Tá namorando, quando vai casar? E o filho vem quando? Já comprou a sua casa ou vai morrer no aluguel? Quando você vai deixar de trabalhar pros outros e virar chefe? Quando vai se aposentar? E de repente estamos respondendo sobre nossos filhos tudo que perguntavam sobre a gente aos nossos pais e o ciclo da pentelhação nunca tem fim. Ê, encheção de saco… Nessa, a vida passa e nós vivemos ela inteira dando satisfações sobre coisas que, teoricamente, deveriam ser naturais, leves e menos graves. A gente vive uma vida cada vez mais ansiosa e esquecemos de comemorar as nossas pequenas conquistas porque estamos ocupados demais projetando a próxima etapa e prestando satisfações a todo mundo que parece estar mais preocupado que nós mesmos quanto a nossa vida. Na próxima vez, antes de perguntar, pense se é mesmo relevante. É muito chato ter que explicar pros outros que o nosso tempo não precisa ser o mesmo e que a gente prefere aproveitar o agora a ficar imaginando quando o próximo “check” da lista padrão da vida vai ser dado. Viva la vida! 

Você pensa que sabe, mas você não faz ideia.

É engraçado, no caminho do metrô sempre vou olhando pro chão, confesso que mais pra poder desviar dos cocôs dos cachorros de pessoas mal educadas do que pra fazer um ar melancólico-poético ou pra ver as surpresas do  caminho. Enfim, indo pro metrô prestando atenção no chão e com um nó na garganta que não desfaz há uns dias, eu vi uma pétala em forma de coração. Parei para fotografar e postei no instagram e alguém disse que amava a minha alegria. Me comoveu… Não tinha alegria naquela foto, como não tem em muitas outras, mas ninguém consegue reparar. Há quem diga que é encantado pela paz que transmito, mal sabem essas pessoas da guerra que existe na minha mente. 
 
Não estou aqui divagando sobre meus dias ruins camuflados pra fazer drama ou me vitimizar, é pra ilustrar o que todos deveriam saber: não julguem por fotos. As redes sociais não dizem nada. Os dias ruins precisam existir pra gente conseguir valorizar o dia bom, a gente chora hoje pra que a risada de amanhã fique mais gostosa. A gente tem que sofrer mesmo pra que a felicidade transborde quando for a vez da felicidade. Eu acho que já falei sobre esse assunto por aqui, mas vou falar quantas mais vezes forem necessárias, parem de julgar. Se todo julgamento fosse pro bem como às vezes acontece nas minhas fotos, seria ótimo, mas eu me impressiono com a quantidade de julgamentos que fazem e que se manifestam através de palavras escritas pra machucar.
 
A menina de 22 anos e mais de um milhão de seguidores também sofre com o seu julgamento, mesmo que você ache que nada abala a moça rica que atuou na novela das 8 e flertou com um ídolo teen. O cara marrento da banda de rock também se chateia com os comentários maldosos, a menina que está sempre sorrindo e cantando também chama a amiga no whatsapp com um print e pergunta: “por que as pessoas são más?”.
 
Eu gosto de clicar nas pessoas autoras de comentários maldosos e acho impressionante a quantidade delas que em suas “bios” se auto intitulam pessoas de bem, pessoas do amor, pessoas de Deus. À quem vocês querem enganar? A internet pode te dar uma certa liberdade – talvez toda a liberdade – mas saiba usá-la. Não seja mais um otário em um mundo de otários. Não ofenda se não tiver motivos pra elogiar, não seja inconveniente se não souber agradável. 
 
“Ai, a pessoa só quer ouvir elogio, quando alguém critica se ofende” – parabéns, é isso mesmo, você entendeu!!! As pessoas já se lascam o dia inteiro na rua, no metrô, no ônibus, na escola, no trabalho, em casa, nas relações, com conta bancária, com a falta de sono, com a ansiedade, a angústia, a cobrança, as dúvidas, a violência, o governo, a inflação… NÃO PIORE. Todas as pessoas, sem exceção, estão passando por alguma barra na vida, algumas por barras maiores e mais pesadas, outras por mais barras, mas todos estão lidando com algo ruim. Não seja uma coisa ruim a mais desnecessariamente, tente melhorar o dia de alguém e se você sentir prazer em escrever palavras negativas pra quem você sequer conhece, procure um psicólogo, você não é um ser humano bom. Talvez num divã você consiga resolver suas pendências internas e pare de sentir prazer em ser um babaca. 
 
Não adianta bater panela na janela por um Brasil melhor se você não consegue sequer ser agradável com o próximo. OK? Seja a mudança. 

Ângulo não é nada, luz é tudo.

lightSe alguém souber os créditos, me avisa que atualizo o post. Achei perdido no feed do tumblr, achei genial e precisei compartilhar!

[UPDATE] A Júlia nos comentários disse que é o teaser de um clipe, mais informações aqui.

 

Votou, agora aguenta. Não.

Gente, vamos refletir rapidinho? Você já começou a namorar e em algum momento acabou o relacionamento? Já se apaixonou e depois desdenhou? Comprou uma roupa, chegou em casa não curtiu mais e foi lá trocar por outra? Já entrou no emprego que queria e depois pediu demissão? Já quis morar fora e quando viajou, viu que queria mesmo era continuar no Brasil? Já começou um curso na faculdade, trancou e começou outro completamente diferente?

Então, se você respondeu sim para uma ou mais perguntas anteriores, tenta entender por que você não pode falar do amiguinho que votou em alguém e hoje está reclamando. Ninguém merece e nem deve e nem pode ser refém de uma escolha ou aposta, deixem de ser bobos. Quem votou no Alckmin, na Dilma, no Haddad ou seja lá em quem quer que esteja no poder, pode reclamar sim.

 Espero que tenha sido esclarecedor pros colegas com dúvida.

Ser mulher é ser incrível. Sim!

Dia 8 de março, dia internacional da mulher, nunca liguei muito pra essa data, mas esse ano me deu vontade de perguntar a algumas mulheres que considero fortes de maneiras diferentes o que é ser mulher pra elas. Eu tenho a impressão de que estamos vivendo uma fase de transição muito forte, de conscientização e de reflexão sobre o nosso papel na sociedade, acho que saímos do piloto automático e estamos levando o tema pras mesas de bar, pro cafezinho, pras redes sociais.  É claro que é preciso ter discernimento e não ultrapassar a linha tênue entre a luta por espaço e por respeito e a do radicalismo. Mas, vem cá… Precisamos conversar sobre as mulheres sim! Futuros pais e mães, eduquem seus filhos com discurso de igualdade e respeito, por favor. <3

Pra mim, ser mulher é ser mil. Não há ser ou máquina mais multitarefas que uma mulher, a gente se desdobra em muitas pra ser o que querem que a gente seja, pra ser o que a gente quer ser e pra provar que a gente não é o que acham que a gente é. Ser mulher é ser forte, nós não somos o sexo frágil nem de longe, nós somos o sexo amoroso e muito forte. Eu respeito a luta feminista, sou eternamente grata às mulheres que se impuseram e lutaram e contribuíram pra que hoje eu seja reconhecida como cidadã que vota, que estuda, que trabalha e que pode escolher com quem me relacionar ou não. Hoje o ônus de ser mulher é ainda ter que baixar a cabeça na rua, é engolir o choro com alguns desrespeitos diários e é fazer o mesmo trabalho e ganhar menos simplesmente pela ausência do cromossomo Y. Hoje a luta é pessoal, é de cada uma. Fui criada pra ser alguém, meu pai me criou pra depender apenas de mim, me ensinou a ser forte, a trabalhar duro, me ensinou que eu posso ser o que eu quiser ser. Minha mãe equilibrou a força e me tornou ser amoroso também, eu tenho prazer em cuidar da casa, das pessoas, tenho prazer em ter a força e a delicadeza vivendo em harmonia dentro de mim, eu mato no peito o desafio que vier e guardo no mesmo peito muito zelo e muito amor pelos que amo e pelos que ainda vou amar.

Eu defendo a igualdade de direitos porque direitos devem ser para seres humanos e não para homens ou mulheres. E por direitos, falo principalmente direito ao respeito. Sem querer e quase que automaticamente ainda somos bastante desrespeitadas, mas acredito que uma mudança está acontecendo. No mais, eu não quero ser igual a homem nenhum porque ser mulher é maravilhoso, ser mulher livre é sensacional, somos feitas de material diferente, nossa diferença é química, não me ofendo quando dizem que tal coisa é de homem ou tal coisa é de mulher, isso pode existir e acredito ser absolutamente natural… Mas sendo assim, não abro mão do meu direito de transitar livremente pelas coisas de homens e homens, fiquem à vontade, nossas coisas de mulher podem ser de vocês também.

Vamos ver o que algumas mulheres admiráveis pensam sobre ser XX?

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Carol Gonçalves, a Carox!: Ser mulher pra mim é natural. Parece óbvio falar, mas é tão natural lutar como mulher, sentir como mulher, ser mulher. Por mais que você não sofra opressão por cor, por opção sexual ou por classe social, ser mulher já basta para sofrer algum tipo de opressão. Temos medo de sermos abusadas, expostas, humilhadas, violentadas, sugadas, e temos que viver com isso todos os dias. Sempre tive que lutar pelo meu espaço, seja dentro de casa ou em cima dos palcos. Já ouvi comentário nojento sobre eu conseguir o que consegui com minha banda, mas a gente sempre dá um jeito da pessoa engolir a própria fala, e isso não é com um soco na cara como eu gostaria de dar, mas sim com o próprio sucesso, com a própria superação. Eu me considero uma mulher e totalmente feminista. Desde o colégio fui rejeitada e humilhada por não estar dentro dos padrões da época e até atuais; isso já me abateu muito, hoje em dia, não mais. Tenho minhas inseguranças com certeza, mas aceito cada centímetro do meu corpo, aceito meus defeitos, minhas imperfeições. Me preocupa muito mais em não ter medo de viver nesse mundo, me preocupa muito mais desconstruir os padrões equivocados que vemos por aí do que me reprovar! Acho que ser mulher é isso, se aceitar do jeito que nós somos, porque nós já nascemos guerreiras e prontas para lutar.

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Mônica Benini: Esse pedido da minha amiga querida, de descrever o que é ser mulher pra mim, acabou sendo muito especial. Me fez parar pra pensar, refletir, analisar. O tempo muda, a gente muda, nossas convicções mudam. E de vez em quando, é necessário o exercício olhar pra si, porque do contrário a vida vai passando e nem nos damos conta de como as coisas vão mudando dentro da gente. Já fui muito feminista, de levantar bandeira, ficar indignada com uma infinidade de coisas. E continuo sendo, continuo acreditando na força da mulher, na necessidade de respeito (várias coisas da nossa sociedade machista ainda me tiram do sério…e muito!), mas chegou um momento em que eu enxerguei que, pra mim, o melhor era encontrar o equilíbrio, um balanço, um meio termo…e poesia em algumas coisas tidas como “coisas de mulher”. E porque? Porque me orgulho da feminilidade que a gente carrega, do quão somos lutadoras, versáteis e guerreiras, do nosso dom de gerar vida.  Somos tanta coisa ao mesmo tempo… E podemos, sempre, ser mais do que imaginamos. Vivemos mil vezes em apenas uma vida. Trabalhamos duro, nos realizamos profissionalmente, temos marido, filhos…ou não. Amamos e temos a capacidade de amar cada vez mais. Coisa daquele “coração de mãe”.

Que cada uma de nós encontre seu próprio equilíbrio e independente de onde ele esteja, que no nosso coração sempre caiba mais amor!

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Nátali Hernandes: Depois de dias pensando e queimando meus neurônios sobre o que é ser mulher eu lembrei de uma das frases que mais gosto, da Simone Beauvoir “Não se nasce mulher, torna-se”

Vivemos construções diárias de “como ser uma mulher”, antes mesmo de nascermos, rs, mas o que mais chega perto de uma característica sobre ser mulher, além das físicas,  pra mim, é a resistência. Toda mulher, sendo cis/trans gênero é incrivelmente resistente, até porque, pra ser uma e realmente vestir a capa feminina, tem que saber resistir. O que, acredito, seja um bônus. Por resistência, somos mais fortes, nos ensinam a ser; por resistência, nos permitimos ir atrás do que acreditamos. O ônus é o preço alto que se paga, rs, as pressões emocionais e sociais, e o peso de carregar um corpo com algumas curvas. `

 Sabe que nunca pensei tão profundamente sobre o que é ser mulher? Talvez pela criação que tive, onde todos eram tratados da mesma forma ou porque eu nunca tenha visto nós mulheres apenas como um ser sensível, benevolente, maternal e todos aquelas características que nos fazem desde pequenas acreditar que devem ser nossas.

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Alyce Takai: Ser mulher para mim é menos conto de fadas e mais luta, é acreditar que não somos iguais, definitivamente, mas que merecemos sim os mesmos direitos e o mesmo respeito.

Ser mulher é poder ser o que eu quiser, quando quiser e como quiser, com dignidade, respeito, espaço e um batom vermelho, porque não faz mal a ninguém! 😛

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Carol Rocha, a Tchulim: Para mim, ser mulher é motivo de orgulho e luta. Depois que descobri a verdadeira essência de SER mulher, percebi que tenho uma luta que nunca vai acabar, que é por mim e por outras mulheres, que apesar de ser árdua, me orgulha diariamente quando vejo alguma mudança, ainda que pequena, acontecendo. 

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Pri Ferrari, a Cafeína que já falei aqui e responsável pela ilustração do blog: O que é ser mulher?…O que é ser mulher?”. Passei alguns bons minutos pensando nessas palavras durante a tarde, com esperança de alguma resposta espontânea aparecesse na minha cabeça preocupada. Preocupada sim, pois nesse mesmo dia assuntos como  o caso do estupro do Frota e a campanha da Always da Sabrina Sato estavam em pauta. E nada, nenhuma resposta espontânea apareceu.
 
A noite caiu e eu decidi ir pra casa a pé. Você, como mulher, sabe como a gente anda firme na rua. A gente pode até começar andando leve, com um sorriso no rosto, mas logo algum cara escroto lembra que a gente não tem permissão de ter paz, que a gente é carne, é coisa pra ser comida com os olhos e silenciada com um “Shhh que gostosa” e prontamente apertamos o pé e ligamos nosso fone de ouvido e nossa placa imaginária de “SAI FORA” que a gente tem na nossa testa. 
 
Quando eu estava quase chegando em casa, senti uma pessoa andando atrás de mim mais perto do que deveria. Pensei “fudeu, vão me assaltar” e não sei porquê mas eu virei com tudo. Só então que eu vi que não era assalto, era pior.
 
Um cara tava segurando o celular, com a câmera ligada, tentando filmar/fotografar embaixo da minha saia. Eu não acreditei no que estava acontecendo e tive uns segundos de choque, que logo foi substituído por uma raiva gigantesca. Comecei a gritar, a abrir barraco e a tentar pegar o celular da mão do maldito sem sucesso nenhum. Ele então me chamou de louca e saiu andando. 
 
Gostaria de dizer que no final da história eu bati nele e quebrei o celular, ou que as pessoas chamaram a polícia, ou que isso fez algum tipo de mudança na vida das testemunhas. Mas infelizmente só foi mais uma mulher sofrendo um tipo, dentre tantos outros, de abuso. É quase como se não tivesse acontecido.
 
Por coincidência ou não, isso aconteceu no mesmo dia que você me perguntou “O que é ser mulher” e me fez ver a resposta, embora eu não sei se era exatamente isso que você estava procurando: Ser mulher é ter que convencer o mundo que somos seres humanos.
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Por que elas? Porque eu admiro todas de alguma forma, de formas diferentes. A Nátali é fotógrafa e trabalha muito na noite em ambientes em que, geralmente, a mulher não é muito valorizada. A Tchulim está numa fase linda, gravidíssima lutando contra imbecis que querem dizer quando ela pode ou não sair de batom vermelho, sem falar na força gigante que tem dentro dessa mulher pequena que depois de um acidente super grave, prova pra todo mundo que ela é capaz de tudo. A Monica saiu de casa muito nova e imatura, se jogou no mundo e descobriu sozinha o que é essa coisa chamada vida, viveu em vários lugares, inclusive no México, lugar extremamente machista e arrumou briga na rua com um mexicano que soltou uma cantada barata. A Carox? Preciso justificar o porquê de convidar uma mulher vocalista de banda de rock? Tem que ter coragem e estômago pra ouvir comentários preconceituosos e tem que ser ARRETADA pra bater pé e mostrar que rock é lugar de mulher sim! A Ly só vocês conhecendo mesmo pra entender por que eu a chamei. Quando ela fala, você entende que precisa ouvir, no tom de voz você sabe que é uma mulher que busca o que quer, luta pelo que acredita e quem quiser (e puder) que a acompanhe. Já a Pri, amigos, uma surpresa enorme desse mundo virtual… Além de uma ilustradora talentosíssima, é daquelas que grita e faz barulho por respeito. A prova? Antes do carnaval ela causou um auê na internet por causa de uma ação da Skol de extremo mau gosto e, na raça, conseguiu que a marca tirasse de circulação todos os cartazes duvidosos e substituíssem por outros um pouco mais respeitosos.
Todas merecem palmas, respeito, espaço e flores e bombons sim!

Obrigada por serem incríveis e representarem as mulheres de forma tão bonita. Obrigada também por terem participado desse post, fiquei muito feliz em poder ler um pouco sobre a percepção de vocês, admiro todas ainda mais. <3

Marilyn Monroe: hors concours

Marilyn Monroe, californiana, nascida antes mesmo da minha avó e até hoje referência de beleza, charme e naturalidade. Ela morreu aos 36 anos, a suspeita é que tenha sido suicídio, estou procurando uma biografia dela pra comprar há um tempo, quando comprar e ler, volto aqui pra falar um pouco mais sobre ela e a vida dela. Hoje vim só compartilhar um pouco das fotografias dessa mulher que, provavelmente, é a mulher mais linda que já habitou o planeta Terra.

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É fácil entender  John F. Kennedy, né?